Rússia entrega 6 toneladas de ajuda humanitária a orfanato em Aleppo

Moscou, 21 ago (EFE).- A Rússia enviou neste domingo seis toneladas de ajuda humanitária a um orfanato de Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, através dos corredores abertos conjuntamente pelo Exército sírio e pela aviação russa.

O destino da ajuda eram os mais de 500 órfãos que estão abrigados nesse centro fundado há cerca de um século e cuja equipe foi contratada por organizações internacionais.

"Durante o último dia não houve ataques sobre a cidade", afirmou Amir Demlikamov, porta-voz do Centro Russo de Reconciliação, a veículos de comunicação russos.

De acordo com o subdiretor da instituição, Khaldoun Sukar, o orfanato praticamente dobrou o número de crianças que abriga durante os mais de cinco anos de guerra na Síria.

"Nunca tivemos tantos órfãos em Aleppo. Tentamos acolher, vestir e alimentar todas as crianças, além de oferecemos ajuda médica e psicológica", disse.

Segundo Sukar, o centro também se transformou em uma escola e a ajuda humanitária russa servirá para alimentar os meninos e meninas durante um mês.

Esta semana, a Rússia concordou com a proposta do enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Staffan de Mistura, de declarar uma trégua de 48 horas em Aleppo para facilitar o fornecimento de ajuda humanitária à população que está sitiada.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, declarou que o governo em Moscou está disposto a fazer a primeira trégua nesta semana, mas disse que é necessário ter "garantias de segurança" por parte dos Estados Unidos.

A pausa humanitária não só possibilitaria à entrega de alimentos, remédios e outros artigos de primeira necessidade, como permitiria à reparação das redes básicas de abastecimento "destruídas como resultado dos ataques dos guerrilheiros".

A Rússia está disposta a coordenar com as autoridades sírias as medidas para garantir a segurança dos comboios na passagem pelo território controlado pelas forças governamentais.

O Kremlin anunciou no final de julho o início de uma operação humanitária em Aleppo em parceria com o Exército sírio para abrir corredores humanitários para que os civis pudessem abandonar a cidade e os guerrilheiros que desejassem entregassem suas armas. No entanto, a oposição armada e alguns governos ocidentais alertaram que a operação podia ser a antessala de um assalto militar contra a segunda maior cidade síria, que, segundo diversas fontes, abriga mais de 10 mil combatentes, entre guerrilheiros contrários ao regime do presidente Bashar al Assad e jihadistas.

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