EUA pedem implementação de força regional de proteção no Sudão do Sul

Nairóbi, 22 ago (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e os líderes da África Ocidental pediram nesta segunda-feira que a implementação de uma força regional para proteger a população civil do Sudão do Sul seja acelerada.

A força se integrará à missão da ONU nesse país e, em nenhum caso, terá caráter "de intervenção", esclareceu Kerry em entrevista coletiva concedida em Nairóbi, a capital do Quênia, depois de se reunir com ministros das Relações Exteriores de países da região.

O chefe da diplomacia americana também advertiu aos líderes do Sudão do Sul que os EUA não vão "preencher um vazio" nem oferecer ajuda "de forma incessante" se os mesmos não aceitarem "as responsabilidades que têm com seu povo".

Kerry, que visita o Quênia pela segunda vez desde 2015, exigiu aos líderes sul-sudaneses que se comprometam a cumprir o acordo de paz firmado em 2015 e voltem a respeitar o cessar-fogo.

"As partes em conflito causaram terror na população civil, especialmente mulheres e crianças", lamentou o secretário de Estado americano.

Diante da nova explosão de violência sectária, Kerry afirmou que seus colegas na região concordam que é necessário "avançar na implementação da força regional autorizada pelo Conselho de Segurança, para fazer parte da missão de paz da ONU nesse país".

Kerry anunciou que os EUA, que já enviaram US$ 1,6 bilhão, destinarão mais US$ 138 milhões para a compra de comida, água e remédios para a população civil do Sudão do Sul.

Ao ser questionado sobre o exílio do até agora vice-presidente sul-sudanês, Riek Machar, na República Democrática do Congo (RDC), Kerry esclareceu que a situação dele "não depende dos EUA, mas dos líderes do Sudão do Sul e de seus vizinhos".

Em todo caso, o secretário de Estado americano ressaltou que é necessário que qualquer decisão seja tomada conforme as disposições previstas no acordo de paz.

Após sua visita de hoje ao Quênia, que esteve focada em questões de segurança regional como o conflito do Sudão do Sul e as próximas eleições na Somália, Kerry viajará amanhã à Nigéria, onde abordará a ameaça terrorista do Boko Haram e a proteção aos direitos humanos com o presidente do país, Muhammadu Buhari.

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