Hollande diz que garantir "a defesa da Europa" é uma necessidade

Roma, 22 ago (EFE).- O presidente da França, François Hollande, afirmou nesta segunda-feira que é necessário "garantir a defesa da Europa" e "controlar as fronteiras", além de ter ressaltado que na União Europeia (UE) existem três dimensões que devem ser abordadas, como a segurança, a economia e a assistência aos jovens.

Essas foram as palavras de Hollande durante uma entrevista coletiva conjunta com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, na ilha italiana de Ventotene, próxima a Nápoles.

Os três líderes se encontraram em Ventotene e ofereceram uma entrevista coletiva antes da reunião que será realizada no porta-aviões Garibaldi, da marinha italiana, para preparar a cúpula da UE de meados de setembro em Bratislava, a capital da Eslováquia.

Em relação à segurança, Hollande falou sobre a necessidade de se construir "um quadro de proteção" e de se ter "as fronteiras vigiadas" e comentou que este ponto já foi discutido na cúpula trilateral de Berlim, mas continuará a ser abordado no futuro.

O presidente da França insistiu que é necessário garantir a segurança na área do tratado de Schengen, e pediu "maior controle", "colaboração" e "recursos" para trocar informações em nível cibernético e citou o exemplo a possibilidade de investigar àqueles que realizam propaganda jihadista ou de radicalização através da internet.

O chefe do Estado francês também explicou que é necessário que a Europa esteja mais presente na África com mecanismos de financiamento para evitar a emergência da imigração.

"É necessário que a Europa se proteja, mas também que acolha os que são forçados a deixar seu país, colocando suas próprias vidas em perigo", acrescentou Hollande, que aproveitou o ensejo para parabenizar as ações do dispositivo europeu "Sophia", que atua no salvamento de imigrantes no Mediterrâneo.

Além disso, o presidente francês ressaltou que "a Europa tem que ser uma potência política a serviço da paz" ao explicar que há grandes conflitos que ainda estão longe de uma solução, como o da Síria.

Sobre o drama que vive a cidade síria de Aleppo, Hollande pediu soluções para que esse conflito não se transforme em "uma vergonha humanitária" para a Europa.

Diante das incertezas surgidas pela saída de Grã-Bretanha da UE, Hollande afirmou que vai trabalhar para "eliminá-las", além de coincidir com Merkel e Renzi que é preciso dar maior força e competitividade aos países-membros do bloco.

O presidente francês também aplaudiu o projeto de investimentos desenhado pelo presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, e que leva seu nome, com o qual a União Europeia pretende mobilizar investimentos de 315 bilhões de euros, com os quais espera criar até 1,3 milhões de empregos e somar 410 bilhões de euros ao PIB comunitário.

Além disso, Hollande defendeu que se "intensifique" programas comunitários educativos como o Erasmus e outros planos de mobilidade de estudantes para que os europeus, e sobretudo os jovens, aprendam a "se descobrir".

Após uma visita à ilha de Ventotene, os líderes chegaram ao porta-aviões em helicóptero e manterão uma reunião durante o jantar oferecido pelo governo italiano e que está previsto que termine por volta das 16h (horário de Brasília).

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