Indígenas detêm presidente do Panamá e ferem 4 policiais a pedradas

Llano Tugrí (Panamá), 22 ago (EFE).- Indígenas que se opõem a uma hidrelétrica construída no oeste do Panamá detiveram nesta segunda-feira por cerca de duas horas o presidente do país, Juan Carlos Varela, depois de ele ter assinado um acordo com líderes da comarca de Ngäbe Buglé para que o projeto entre em operação.

Além disso, outros representantes indígenas lançaram pedras contra a escola onde ocorreu a assinatura do convênio, localizada na cidade de Llano Tugrí, capital de Nägbe Buglé, em um incidente que deixou quatro policiais feridos.

O acordo estabelece que o projeto da hidrelétrica de Barro Blanco, paralisado desde 2015, entrará em serviço, mas não será operada pela Genisa, empresa que a construiu, mas por uma companhia independente que ainda será designada pelo governo.

A Agência Efe pôde constatar que, quando o presidente do Panamá iria discursar após a assinatura do acordo com a cacique Silvia Carrera, grupos contrários ao projeto, que já tinham anteriormente interrompido o ato oficial, lançaram pedras contra a escola.

Varela e outros representantes do governo foram levados a um dos salões do colégio enquanto a confusão continuava do lado de fora. Os indígenas fecharam os acessos ao local, deixando as autoridades e os jornalistas detidos por cerca de duas horas.

Após um longo diálogo, os manifestantes decidiram abrir as portas da escola e libertar as pessoas que estavam dentro do prédio. Eles questionam, especialmente, a representatividade dos indígenas que aparecerem como signatários do convênio.

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