República Democrática do Congo adia eleições presidenciais até julho de 2017

Kinshasa, 22 ago (EFE).- A República Democrática do Congo (RDC) adiou até julho de 2017 as eleições presidenciais que deviam ocorrer no final do ano por questões logísticas, confirmou nesta segunda-feira à Agência Efe o presidente da Comissão Eleitoral Independente (CENI), Corneille Nangaa.

Nos últimos meses tanto a oposição como a comunidade internacional criticaram o presidente do país, Joseph Kabila, pelo atraso em convocar as eleições presidenciais, que a princípio deviam ocorrer em dezembro, em uma tentativa de se manter no poder.

"Não poderá haver eleições presidenciais neste ano pela simples razão de que estamos trabalhando no censo eleitoral e os trabalhos de revisão podem levar meses. É uma questão técnica", garantiu Nangaa.

Segundo a CENI, o censo atual apresenta muitas irregularidades e é "absolutamente imprescindível revisá-lo", uma tarefa muito complexa pela grande extensão do país e a dispersão de boa parte da população, que vive em áreas rurais.

Após esta decisão, Kabila se manterá no poder até a realização de eleições, segundo anunciou o Tribunal Constitucional em maio deste ano depois que a maioria parlamentar apresentou uma solicitação para conhecer o futuro do líder, no poder há 15 anos.

A oposição, por meio do presidente das Forças Nacionais Unidas pela Solidariedade (FONUS), Joseph Olenga Nkoy, anunciou uma greve geral para esta terça-feira como forma de protesto pelo que considera um complô para perpetuar Kabila no poder.

Precisamente amanhã, o mediador da União Africana (UA), o togolês Edem Kodjo, devia iniciar as negociações para tentar um diálogo nacional que desbloqueie as disputas entre o governo e a oposição.

Kabila dirige o país desde 2001, quando chegou ao poder após o assassinato de seu pai, Laurent-Désiré Kabila, e venceu nas duas eleições presidenciais que foram realizadas até o momento (2006 e 2011).

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