Talibãs destroem ponte entre Afeganistão e Tadjiquistão

Cabul, 22 ago (EFE).- Os talibãs destruíram uma ponte que liga o Afeganistão com o Tadjiquistão durante os combates que se intensificaram na província de Kunduz, no norte afegão, onde 16 extremistas morreram, e a ação dos insurgentes deixou essa província, a de Takhar e parte de Cabul sem fornecimento de energia elétrica, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

O Ministério da Defesa afegão relatou em comunicado que nas últimas 24 horas, 16 talibãs morreram em enfrentamentos nas proximidades da cidade de Kunduz.

Além disso, "o corte de eletricidade afeta todos os moradores de Kunduz e da (província limítrofe) de Takhar, e também prejudicou o abastecimento do serviço para Cabul. Cerca de 100 mil casas não têm eletricidade na capital", indicou o porta-voz da autoridade reguladora de eletricidade (DABS, sigla em inglês), Wahidullah Tawhidi.

"Nossos trabalhadores não conseguiram reparar a linha porque os combates continuam na região", explicou Tawhidi.

Os talibãs também destruíram uma ponte de 300 metros no norte do país, que liga o Afeganistão com o Tadjiquistão em Kunduz, um dos principais pontos de passagem e comércio entre os dois países.

"A destruição da ponte afeta o comércio dos dois países já que centenas de caminhões e veículos passavam diariamente por ela", manifestou o porta-voz da polícia de Kunduz, Hijratullah Akbari.

Neste momento, os combates continuam no distrito de Aliabad, em Kunduz, e de Khwaja-Ghar, em Takhar, acrescentou o porta-voz.

No último fim de semana, os talibãs tomaram durante 24 horas o distrito de Khanabad, mas foram repelidos por uma operação conjunta do exército e das forças especiais da polícia afegã em meio aos combates que causaram a queda do sistema elétrico da província.

Segundo dados não oficiais, os talibãs têm presença e controlam amplas áreas de seis dos sete distritos da província de Kunduz.

Os talibãs voltaram a ganhar terreno no país depois que a Otan encerrou em 1º janeiro de 2015 sua missão militar no país, onde a aliança mantém 12 mil efetivos que realizam tarefas de assistência e capacitação das Forças Armadas Afegãs.

Em setembro do ano passado, os talibãs chegaram a tomar durante alguns dias a capital provincial de Kunduz, na maior vitória militar talibã desde a invasão americana em 2001.

Os Estados Unidos mantêm cerca de 9.800 efetivos como parte de suas missões de treinamento e de combate ao terrorismo no país e metade deles permanecerão ali após o fim do mandato de Barack Obama, no início de 2017.

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