Tailândia julga dois acusados de atentado que matou 20 pessoas em Bangcoc

Bangcoc, 23 ago (EFE).- Um tribunal militar da Tailândia iniciou nesta terça-feira o julgamento dos dois detidos suspeitos de colocar há um ano uma bomba em um templo de Bangcoc, que causou 20 mortos e mais de cem feridos no pior atentado em anos ocorrido no país.

Os suspeitos são Mohammad Bilal e Yusufu Mieraili, identificados como uigures, a minoria muçulmana da região chinesa de Xinjiang, e acusados em novembro de dez crimes, entre eles conspiração, assassinato premeditado e posse de explosivos.

Ambos negaram qualquer envolvimento com o atentado realizado no dia 17 de agosto de 2015 e denunciaram que suas confissões realizadas anteriormente durante a investigação aconteceram sob tortura.

Mohammad Bilal, também conhecido como Adem Karadag e em cuja casa foram encontraram passaportes falsos e material para explosivos, foi acusado de colocar a bomba debaixo de um banco do templo Erawan.

A polícia acredita que Mieraili teria sido o responsável por depois detonar a bomba no recinto religioso, localizado no centro da região comercial de Bangcoc.

Em comunicado divulgado por seu advogado, Mohammad Bilal disse que ele era um imigrante ilegal que tentava chegar na Malásia para encontrar um trabalho quando a polícia fez uma operação no apartamento onde estava escondido.

A polícia atribuiu o atentado como uma retaliação de grupos de crime organizado por conta de uma suposta campanha policial contra o tráfico humano.

No entanto, a investigação, cheia de irregularidades e declarações contraditórias por parte da polícia e da junta militar, alimentou várias especulações sobre os motivos por trás da ação que ainda não foi reivindicada.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos