Trump reivindica promotor especial para investigar Fundação Clinton

Washington, 23 ago (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, reivindicou nesta terça-feira ao governo americano a designação de um promotor especial para investigar possíveis conflitos de interesses de sua rival, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, com a Fundação Clinton.

"Não há nada que ilustre melhor quão é corrupta minha oponente com seus escândalos como secretária de Estado", afirmou o magnata, que não duvidou em definir como "criminosos" os comportamentos de Hillary no cargo que ocupou entre 2009 e 2013.

Trump fez este pedido durante um ato na cidade de Akron, em Ohio.

O candidato republicano denunciou um suposto sistema de "pay-for-play" (pague para jogar) onde benfeitores da Fundação Clinton (entre eles empresários ou países como a Arábia Saudita) ganhavam acesso direto à maior autoridade da diplomacia americana em troca de grandes doações.

"A quantidade de dinheiro envolvido, os favores feitos e o número significativo de vezes que ocorreu exigem uma rápida investigação de afirmou o magnata nova-iorquino.

Segundo Trump, tanto o Departamento de Justiça como o FBI estão deslegitimados para realizar uma investigação deste tipo após o fechamento, por enquanto, do caso dos e-mails de Hillary sem imputação de crimes.

"Depois que o FBI e o Departamento de Justiça encobriram os crimes de Hillary, não fica dúvida que não se pode confiar neles para investigar de forma rápida e imparcial novos crimes de Hillary Clinton, que acontecem o tempo todo", afirmou.

O pedido de Trump aconteceu o mesmo dia em que o FBI descobriu cerca de 15 mil documentos não revelados vinculados ao escândalo dos e-mails da candidata democrata, um número representa quase 50% dos 30 mil divulgados anteriormente.

Esses são documentos que Hillary Clinton enviou de um servidor de e-mail privado enquanto era secretária de Estado, alguns com informação classificada e que segundo o FBI poderiam haver caído em mãos de algum "inimigo" dos EUA, por isso concluiu que a atitude foi "negligente".

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