Austrália investiga possível ataque jihadista em hotel de Queensland

Bangcoc, 24 ago (EFE).- A polícia da Austrália investiga os vínculos jihadistas de um cidadão francês que aos gritos de "Alá é grande" esfaqueou dois britânicos em um hotel do estado Queensland, no nordeste do país, informam nesta quarta-feira veículos de imprensa locais.

Um turista de 21 anos morreu e um homem de 30 anos ficou gravemente ferido durante o ataque ocorrido na noite de terça-feira no hotel de mochileiros Shelley's, na cidade de Townsville, no norte de Queensland, afirma o canal "ABC".

Responsável pelo ataque, o francês de 29 anos, que residia com visto temporário na Austrália há um ano, gritou a frase em árabe durante o fato e no momento em que foi detido, afirmou o subcomissário de Queensland, Steve Gollschewski.

"Não descartamos qualquer motivação nesta fase (da investigação), seja política ou criminal. Trabalhamos com outras agências para estudar se há indícios de extremismo ou radicalismo no agressor", disse Gollschewski, em entrevista coletiva.

Segundo as autoridades, o agressor agiu sozinho e não há indício de conexão com cidadãos locais.

A Austrália elevou o alerta de terrorismo para "alta" em setembro de 2014 e desde então evitou diversos ataques planejados por jihadistas.

As autoridades australianas calculam que aproximadamente 200 australianos apoiam ativamente ao Estado Islâmico no país, e mais 110 estão alistados como combatentes na milícia jihadista no Oriente Médio, onde 50 morreram na região.

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