Biden nega que EUA soubessem de golpe e promete cooperar com a Turquia

Ancara, 24 ago (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que chegou nesta terça-feira à Turquia, rejeitou com veemência que seu país tivesse conhecimento ou tenha cooperado com o tentativa de golpe de Estado ocorrida na nação do Oriente Médio no dia 15 de julho.

Biden afirmou que as autoridades americanas estão cooperando com a Turquia e estudam seu pedido de extradição do teólogo conservador, Fethullah Gülen, que vive exilado nos EUA e é apontado pelo governo turco como mentor do golpe fracassado.

"Não temos nenhum interesse em proteger ninguém que tenha causado danos a um aliado, mas temos que cumprir com nossas obrigações legais", disse Biden em discurso no parlamento turco, após uma reunião com o primeiro-ministro Binali Yilirim.

O vice-presidente americano explicou que nenhum presidente dos EUA pode extraditar qualquer pessoa, pois "apenas um tribunal pode fazê-lo", e acrescentou que é necessário "cumprir todos os trâmites legais para a extradição de Gülen".

Por outro lado, Biden reiterou o "apoio inabalável dos Estados Unidos à Turquia após a tentativa de golpe de Estado do mês passado".

"Quero deixar claro, contra qualquer especulação que os senhores tenham ouvido de que os Estados Unidos tiveram conhecimento de antemão ou cumplicidade (no golpe). Os Estados Unidos não tiveram nenhum conhecimento prévio do que aconteceu em 15 de julho", declarou o vice-presidente.

"O povo da Turquia não tem um aliado melhor que os Estados Unidos", afirmou Biden em discurso transmitido pelas emissoras locais.

Além disso, o vice-presidente americano ofereceu suas condolências e solidariedade ao povo turco pelo último atentado do Estado Islâmico em Gaziantep, que deixou 54 mortos durante uma festa de casamento no fim de semana passado, e disse que os governos de Turquia e EUA continuarão combatendo essa organização na Síria.

Biden também afirmou que os dois países estão "trabalhando para tentar encontrar uma solução duradoura para a Síria" e agradeceu à Turquia por ter acolhido 3 milhões de refugiados sírios em seu território.

Biden chegou hoje à Turquia com a tentativa de acalmar as tensas relações entre os dois países, que são dois pesos pesados da Otan.

Representantes turcos acusaram nas últimas semanas os Estados Unidos de não terem manifestado de imediato sua rejeição ao golpe de não cooperarem com a extradição de Gülen.

A visita do vice-presidente coincide hoje com uma invasão por parte do exercito turco no norte da Síria, com o objetivo de debilitar os jihadistas e as milícias curdas que representam uma ameaça na região fronteiriça.

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