Conselho de Ministros da Alemanha aprova controvertido plano de Defesa Civil

Berlim, 24 ago (EFE).- O Conselho de Ministros da Alemanha aprovou nesta quarta-feira um controvertido plano de Defesa Civil com o qual o governo do país procura preparar sua população para possíveis atentados terroristas, ataques cibernéticos e ameaças contra infraestruturas sensíveis como água potável e energia.

Com este novo conceito de Defesa Civil, que sugere entre suas medidas a de reativar em circunstâncias extraordinárias o serviço militar obrigatório, que havia sido eliminado há cinco anos, o governo alemão responde a uma nova situação em matéria de segurança.

Um dos principais objetivos é coordenar melhor as diversas competências do Estado federal, dos estados federados e dos municípios para evitar a duplicação de estruturas para conseguir uma melhor engrenagem na Defesa Civil diante de possíveis emergências.

O plano de Defesa Civil em vigor tem mais de 20 anos e foi elaborado em um contexto de distensão após o fim da Guerra Fria. Além disso, muitas medidas de proteção foram reduzidas por razões de custo.

No entanto, desde então, a situação em matéria de segurança se tornou prioridade novamente devido à ameaça terrorista e às tensões entre o Ocidente e a Rússia.

O novo conceito, elaborado pelo Ministério do Interior, conta com a aprovação dos outros ministérios do Conselho, entre os quais figuram o de Economia e o da Justiça.

O titular de Interior, Thomas de Maizière, apresentará esta tarde o novo plano junto ao presidente do Escritório Federal de Defesa Civil, Christoph Unger, em uma central de abastecimento de água em Berlim.

Durante a visita às instalações, o ministro deverá se informar sobre as medidas para a proteção de infraestruturas sensíveis, como as de fornecimento de água e energia, vitais para o abastecimento da população.

Especialistas em segurança temem que terroristas e até outros países possam tentar, através de ataques cibernéticos, realizar atentados contra este tipo de infraestrutura.

A oposição, por sua vez, considerou que o governo de Angela Merkel quer causar alarde na população ao sugerir que as pessoas estoquem alimentos e água para cobrir as necessidades básicas durante um período de dez dias.

De acordo com uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal "Frankfurter Allgemeine Zeitung", os alemães se sentem cada vez mais ameaçados pelo terrorismo, mas não querem renunciar ao estilo de vida próprio de uma sociedade livre.

Assim, 77% dos entrevistados consideraram elevada a ameaça potencial por parte de grupos radicais islâmicos, contra 55% no fim da década passada.

Além disso, aumentou consideravelmente o percentual de alemães que considera a participação em medidas internacionais para a luta contra o crime e o terrorismo um dos principais objetivos da política externa alemã.

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