Terremoto no centro da Itália deixa ao menos 73 mortos

Roma, 28 ago (EFE).- Pelo menos 73 pessoas morreram e dezenas continuam desaparecidas após o terremoto de magnitude 6 na escala Ritcher ocorrido na madrugada desta quarta-feira no centro da Itália, informou a Defesa Civil do país em entrevista coletiva.

A chefe de emergências da Defesa Civil, Immacolata Postiglione, explicou que este número ainda não é definitivo, pois muitas pessoas seguem desaparecidas e a área atingida é muito ampla, englobando vários vilarejos pequenos.

Postiglione explicou que das 73 mortes confirmadas, 53 se produziram entre as localidades de Accumoli e Amatrice, na província de Rieti, na região de Lácio, e as outras 20 em Arquata del Trontro, na região de Las Marcas.

Entre essas vítimas, mais de 40 morreram em Amatrice, enquanto outros 20 morreram nas localidades de Arquata e Pescara del Tronto, que ficaram completamente destruídas após o terremoto.

O prefeito de Accumoli, Stefano Petrucci, informou que o balanço das vítimas de sua cidade, que compreende também outros 17 vilarejos, está em sete pessoas por enquanto.

Entre os mortos de Accumoli está uma família inteira: Andrea Tuccio, sua mulher Graziella Torroney e seus dois filhos, Riccardo e Stefano, de 8 anos e sete meses, respectivamente, que após horas de buscas foram encontrados mortos entre os escombros de sua casa.

As buscas por sobreviventes continuam em Amatrice, Accumoli e Arquata, as três localidades mais atingidas pelo tremor e que, segundo seus prefeitos, foram completamente destruídas.

Durante a manhã, foi possível resgatar dezenas de pessoas que tinham ficado presas sob os escombros de suas casas enquanto dormiam.

O terremoto aconteceu às 3h36 locais (22h36 de Brasília da terça-feira) perto de Accumoli, na província de Rieti, e seu epicentro foi localizado a apenas quatro quilômetros de profundidade, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália.

Mas a atenção da Defesa Civil, que coordena os trabalhos de resgate e de ajuda, agora é oferecer abrigo para milhares de pessoas que perderam suas casas.

Segundo a Defesa Civil, quatro acampamentos com barracas, cozinha e banheiros foram montados em vários pontos da região, cada um com capacidade para 250 pessoas.

Postiglione explicou que as unidades móveis de outras regiões estão se deslocando para as localidades atingidas para oferecer apoio e que estão prontas para agir de acordo com as necessidades da região.

Entre as solicitações, a chefe de emergências da Defesa Civil indicou que o prefeito do município de Montegallo reivindicou barracas para seus moradores porque os mesmos não querem retornar a suas casas para passar a noite por questão de segurança.

Postiglione acrescentou que as regiões vizinhas também estão disponíveis para acolher essas pessoas que não têm onde dormir.

Espera-se que mais de 800 pessoas, sobretudo especialistas, sejam destinadas durante o dia de hoje para trabalhar nos trabalhos de emergência, segundo as autoridades.

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