Itália vive dia de luto por funeral em massa de vítimas do terremoto

Ascoli Piceno (Itália), 27 ago (EFE).- A Itália viveu neste sábado um dia de luto devido ao funeral em massa de parte das 290 vítimas do terremoto que abalou a região central do país na última quarta-feira, uma cerimônia que contou com a participação de familiares, amigos e autoridades.

O presidente da República, Sergio Mattarella, e o primeiro-ministro, Matteo Renzi, foram alguns dos políticos que participaram do ato, que começou por volta das 11h25 locais (6h25 em Brasília) e terminou cerca de duas horas depois.

A cerimônia ocorreu em um ginásio poliesportivo que fica perto do Hospital Mazzoni de Ascoli Piceno, cidade da região de Marcas, uma das mais atingidas pelo terremoto que abalou a Itália.

Familiares das vítimas acompanharam a missa na primeira fila perto dos caixões com os corpos de 35 dos 290 mortos do terremoto. Outros preferiram permanecer sentados mais perto dos entes queridos.

Milhares de pessoas de Ascoli Piceno e outras localidades próximas foram ao ginásio para prestar solidariedade às famílias das vítimas. É o caso de França, que decidiu participar do funeral para compartilhar da dor daqueles que perderam seus parentes.

Visivelmente emocionada e com lágrimas nos olhos, ela lembrou de uma amiga de Amatrice que morreu no terremoto. A cidade foi a mais atingida pelo terremoto de magnitude 6 graus na escala Richter.

O funeral foi presidido pelo bispo de Ascoli Piceno, Giovanni D'Ercole, e contou com a presença de algumas das milhares de pessoas que participam do resgate e assistência às vítimas.

D'Ercole falou os nomes dos 35 mortos que estão sendo velados no funeral. Renzi e sua esposa, Agnese Landini, estavam visivelmente emocionados durante a cerimônia religiosa.

O bispo, em sua homilia, afirmou que os campanários das localidades atingidas pelo terremoto "caíram e não tocam mais". Mas garantiu que eles "voltarão a tocar e recuperarão o som da manhã da Páscoa". "Não tenham medo. Juntos reconstruiremos casas e igrejas", disse o líder religioso.

O ato, o primeiro oficial e que ocorre com a Itália em luto nacional, ocorreu ao mesmo tempo em que as autoridades seguem atualizando a lista de vítimas, que já chega a 290 pessoas. A maior parte das mortes - 230 - foi registrada em Amatrice.

A cerimônia durou cerca de uma hora. Renzi, porém, ficou mais uma hora dentro do interior do ginásio conversando com cada uma das famílias das vítimas para expressar condolências.

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