Mães da Praça de Maio concluem protesto de 24 horas ininterruptas

Buenos Aires, 27 ago (EFE).- A associação de direitos humanos Mães da Praça de Maio finalizou neste sábado a chamada Marcha da Resistência, um protesto de 24 horas em frente à Casa Rosada para contestar "a falta de trabalho e a destruição de múltiplos direitos" na Argentina.

Apesar da chuva e do frio, dezenas de pessoas de organizações ligadas ao kirchnerismo estiveram presentes hoje para o encerramento da manifestação, embora durante a manhã apenas um grupo reduzido tenha permanecido na região da Praça de Maio.

As marchas da resistência, que consistem em mobilizar-se ao redor dessa praça localizada em frente à Casa Rosada (sede do governo argentino) durante 24 horas ininterruptas, era uma ferramenta que as Mães implementaram em plena ditadura e deixaram de utilizar em 2005.

Recentemente, a titular da associação, Hebe de Bonafini, decidiu realizá-las novamente, desta vez contra as políticas do governo do presidente Mauricio Macri.

O encerramento da manifestação contou com o discurso da presidente das Mães da Praça de Maio e com a presença de Máximo Kirchner, deputado nacional e filho da ex-presidente Cristina Kirchner.

"Temos que pensar muito nos companheiros que não têm trabalho. Em alguma parte pelo plano econômico de Macri, mas também porque não sabem escolher seus dirigentes sindicais", disse De Bonafini no ato de encerramento.

Por sua vez, Máximo Kirchner pediu que a mobilização não seja só uma marcha "da resistência", mas também "da construção".

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