Erdogan diz que ofensiva turca na Síria continuará até eliminar ameaças

Ancara, 29 ago (EFE).- O presidente da Turquia, o islamita Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta segunda-feira que a ofensiva turca no norte da Síria continuará até que tenha sido eliminada qualquer ameaça para os cidadãos do país.

"A Turquia está decidida a tomar os passos necessários para a segurança de seus cidadãos, tanto dentro do país como nos países vizinhos onde organizações terroristas se refugiaram, sem fazer nenhum tipo de diferenciação entre grupos terroristas", manifestou Erdogan, segundo as emissoras locais.

"A operação de Jarabulus que começou no dia 24 de agosto em cooperação com a coalizão internacional (contra o Estado Islâmico) é um reflexo de nossa determinação", afirmou o presidente em seu discurso pelo "Dia da Vitória", com o qual se lembra nesta terça-feira o final da guerra de independência da Turquia em 1922.

As forças apoiadas pela Turquia avançaram ainda mais no norte da Síria hoje, o que causou pela primeira vez críticas abertas dos Estados Unidos, aliados de Ancara na Otan.

O Departamento de Defesa dos EUA qualificou como "inaceitáveis" e motivo de "grande preocupação" os combates entre facções do Exército Livre Sírio (ELS), apoiadas por Ancara, e as milícias curdas, que recebem cobertura aérea de Washington.

"As operações continuarão até que as organizações terroristas EI, PKK e seu braço sírio YPG não sejam uma ameaça para nossos cidadãos", respondeu Erdogan às críticas.

O Estado-Maior do Exército turco afirmou nesta segunda-feira que desde o início da ofensiva no norte da Síria já "limpou" cerca de 400 quilômetros quadrados de "elementos terroristas", em alusão às milícias sírio curdas YPG. Em comunicado emitido hoje, a cúpula militar turca detalhou que efetuou 60 disparos de artilharia, alcançando 20 alvos.

Ancara exige há vários dias que os militantes das Unidades de Proteção do Povo (YPG) se retirem à beira do rio Eufrates, para evitar que os curdos formem um corredor contíguo ao longo da fronteira entre Turquia e Síria.

O Exército turco acrescenta em sua nota que está "tomando todas as medidas e mostrando um máximo de sensibilidade" para evitar que civis sejam afetados pelos bombardeios.

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