Obama e Erdogan se reunirão antes do G20 para falar do EI e golpe fracassado

Washington, 29 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, se reunirão no próximo domingo para abordar as recentes tensões em torno do fracassado golpe de Estado na Turquia e a luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou nesta segunda-feira a Casa Branca.

O encontro de Obama e Erdogan acontecerá na cidade chinesa de Hangzhou, onde ambos participarão da cúpula de líderes do G20, segundo detalhou o assessor adjunto de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, em entrevista coletiva.

O vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, visitou a Turquia na semana passada, quando rejeitou que seu país tivesse conhecimento prévio do fracassado golpe de Estado de 15 de julho e prometeu que Washington cooperará na extradição do suposto cérebro do levante.

Quanto à campanha contra o EI, Rhodes detalhou que a mensagem que Obama quer transmitir a Erdogan é a da importância de "estar unidos" na luta contra os jihadistas.

Nesta segunda-feira, os militares turcos intensificaram sua ofensiva contra as milícias curdas no norte da Síria apesar das críticas dos Estados Unidos, que qualificaram de "inaceitáveis" esses combates.

Primeiro, o Pentágono expressou sua "grande preocupação" por esses combates entre facções do Exército Livre Sírio (ELS), apoiadas por Ancara, e as milícias curdas, que recebem cobertura aérea dos EUA, e depois Rhodes insistiu que o governo de Obama "não apoia" essa ofensiva turca.

Por outro lado, Rhodes antecipou que por enquanto não há uma reunião bilateral programada entre Obama e o presidente russo, Vladimir Putin, mas deu como certo que ambos dialogarão "às margens" da cúpula do G20 sobre assuntos como os conflitos na Síria e na Ucrânia.

Depois da China, Obama visitará Laos e lá pretende realizar um encontro bilateral com o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que jurou o cargo no último dia 30 de junho.

Duterte iniciou uma controvertida guerra contra a droga que recebeu várias críticas de várias organizações, inclusive a ONU, tanto pelo elevado número de mortos como pelo que consideram violações de direitos e liberdades fundamentais.

Segundo Rhodes, Obama transmitirá a Duterte suas preocupações sobre a situação dos direitos humanos nas Filipinas.

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