Português António Guterres segue como favorito para dirigir a ONU

Nações Unidas, 29 ago (EFE).- O português António Guterres se mantém à frente da corrida para ser o próximo secretário-geral da ONU, após voltar a receber nesta segunda-feira mais apoios que os concorrentes na terceira votação secreta realizada pelo Conselho de Segurança.

Guterres, que se estabeleceu como o grande favorito para substituir Ban Ki-moon nas duas primeiras consultas, obteve nesta ocasião 11 votos a favor, três contra e uma abstenção, disseram fontes diplomáticas.

Atrás dele se situou hoje o eslovaco Miroslav Lajcak, que melhorou seus resultados de forma considerável em relação às consultas anteriores e obteve nove votos favoráveis, cinco contra e uma abstenção.

Em terceiro lugar, com o mesmo resultado (sete a favor, cinco contra e três abstenções), aparecem agora a búlgara Irina Bokova e o sérvio Vuk Jeremic.

A chanceler argentina, Susana Malcorra, obteve o apoio de sete países, enquanto outros sete se pronunciaram contra e um não expressou opinião.

Seus resultados não mudaram muito com relação à consulta anterior, no último dia 5 de agosto, quando tinha alcançado oito votos favoráveis, seis contra e uma abstenção.

Dos dez candidatos que seguem na disputa, as menos votadas foram hoje com muita clareza a costarriquenha Christiana Figueres e a moldava Natalia Gherman, que registraram os mesmos votos: dois a favor, 12 contra e uma abstenção.

Apesar de sua cômoda liderança, Guterres não tem garantias de que será o próximo secretário-geral da ONU, uma seleção que não só depende do candidato, mas também de complexos equilíbrios diplomáticos.

O ex-primeiro-ministro português, que até dezembro do ano passado foi alto comissário para Refugiados nas Nações Unidas, parece ter um apoio claro de 11 dos 15 países do Conselho, pois nas duas últimas votações acumulou o mesmo número de votos favoráveis.

No entanto, hoje somou um voto contrário a mais que na consulta do começo de agosto e não se sabe se algum deles provém de um país com direito de veto.

O Conselho de Segurança deve seguir realizando votações similares para crivar candidatos, mas nas próximas já poderiam ser marcadas com uma cor diferente as cédulas desses países com capacidade para vetar uma decisão (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).

O objetivo é que até outubro o Conselho de Segurança eleja um nome, que depois deve ser ratificado pela Assembleia Geral.

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