Jornalistas da "Al Jazeera" serão deportados da Venezuela, afirma sindicato

Caracas, 30 ago (EFE).- O governo da Venezuela vai deportar nesta terça-feira uma equipe de jornalistas da emissora "Al Jazeera" que foi retida após entrar no país para cobrir uma manifestação da oposição, que acontece em 1º de setembro, para exigir a marcação da data do referendo revogatório do presidente Nicolás Maduro, denunciou o sindicato de imprensa da nação sul-americana.

"A equipe da emissora @AlJazeera vinha da Argentina para cobrir os eventos desta semana na Venezuela quando foi retida", afirmou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) através do Twitter.

Segundo o sindicato venezuelano, três repórteres da emissora catariana foram detidos no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve a capital Caracas, quando faziam os trâmites de migração.

Os repórteres estrangeiros, segundo o sindicato, foram informados que "as regras tinham mudado" e que deveriam entrar em contato com o diretor do Serviço de Identificação, Migração e de Estrangeiros (SAIME, sigla em espanhol) do país sul-americano.

O SNTP indicou que a equipe de jornalistas será deportada para a Colômbia ainda hoje, mas as autoridades venezuelanas não divulgaram nenhuma informação sobre esse tema até o momento.

A manifestação convocada para a próxima quinta-feira prevê mobilizar os opositores do chavismo de todo o país até a capital venezuelana para pressionar as autoridades eleitorais a marcarem uma data para o referendo para revogar o mandato de Maduro.

O Executivo venezuelano, por sua vez, denunciou um suposto plano de golpe de Estado que seria realizado no dia 1º de setembro contra Maduro, planejado com o apoio dos EUA.

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