Senador dos EUA pede ao FBI que investigue se a Rússia ameaça as eleições

Washington, 30 ago (EFE).- O líder da minoria democrata no Senado dos EUA, Harry Reid, pediu ao FBI que investigue se o governo russo representa uma ameaça para as eleições do país devido aos últimos ataques informáticos pelos quais responsabilizou hackers vinculados ao Kremlin.

"A perspectiva de um governo hostil buscando ativamente minar nossas eleições livres e justas representa uma das ameaças mais graves para nossa democracia desde a Guerra Fria e é fundamental que o FBI utilize todos os recursos disponíveis para investigar este assunto a fundo", ressaltou Reid.

Em carta dirigida ao diretor do FBI, James Comey, e à qual a Agência Efe teve acesso, Reid expressa preocupação pelos supostos ataques informáticos cometidos por hackers russos e a "conexão direta" e "crescente" entre o Kremlin e a campanha de Trump.

O senador fez referência assim aos elogios trocados entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.

Putin chegou a qualificar de "muito brilhante" e "líder absoluto" Donald Trump, que elogiou em várias ocasiões a figura do presidente russo e defendeu posições de aproximação com a Rússia, ao contrário da grande parte dos republicanos que situam Moscou como um dos principais perigos para os Estados Unidos.

"Recentemente, senti preocupação se a ameaça do governo russo em nossas eleições presidenciais é mais ampla do que se conhece e se pode incluir a intenção de falsear os resultados oficiais das eleições", expressa Reid em sua carta.

Desta forma, Reid cita a filtragem do Wikileaks, que em julho publicou quase 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, por sua sigla em inglês), nos quais funcionários do partido falam de estratégias para vencer Bernie Sanders, rival da candidata presidencial Hillary Clinton nas primárias.

"A perspectiva de pessoas ligadas a Trump, Wikileaks e o governo da Rússia coordenando-se para influenciar as eleições gera preocupações de maior gravidade e merece um exame completo", afirma Reid em sua carta ao FBI.

A cúpula democrata manteve em várias ocasiões que a Rússia está por trás da filtragem do Wikileaks que teria como objetivo prejudicar Hillary frente ao republicano Donald Trump, uma teoria insinuada pelo próprio presidente americano, Barack Obama.

A Rússia, por sua vez, tachou de "absurdas" as acusações e advertiu que danificam as "relações bilaterais" entre Moscou e Washington.

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