Paraguai investiga participação de brasileiros em morte de detento

Assunção, 1 set (EFE).- O Ministério Público do Paraguai informou nesta quinta-feira que abriu uma investigação após a morte de um detento paraguaio na penitenciária de Tacumbú, a maior do país, supostamente em uma ação de brasileiros relacionados com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O detento Sergio Daniel Rojas foi atacado no pescoço com arma branca supostamente por vários prisioneiros brasileiros do PCC, indicou a procuradoria.

Os depoimentos de vários presos paraguaios testemunhas da agressão permitiram identificar quatro detentos brasileiros que estavam em posse de armas brancas, e que foram convocados a depor perante o procurador que investiga a causa.

O assassinato de Rojas, considerado "uma referência" dentro do presídio, derivou em um motim dos detentos paraguaios, que se rebelaram contra os 11 brasileiros encarcerados na prisão, disse à Agência Efe o delegado Enrique Isasu, comandante da operação policial que sufocou a revolta.

Isasu explicou que, quando o comando de mais de 150 policiais chegou ao presídio para intervir, cerca de 400 presos paraguaios "queriam fazer justiça com as próprias mãos" para vingar a morte de Rojas.

O delegado detalhou que a polícia teve que usar escopetas e balas de borracha para controlar os detentos paraguaios, que estavam "muito alterados" após a morte de Rojas.

A polícia transferiu os 11 presos brasileiros relacionados com o PCC à prisão de Emboscada, cerca de 40 quilômetros ao norte de Assunção, para acalmar os ânimos.

No último mês de julho, 70 detentos, entre eles integrantes do PCC, se amotinaram no pavilhão de segurança máxima da prisão de Tacumbú e tomaram como reféns dois guardas, os quais posteriormente libertaram após chegar a um acordo com as autoridades.

Além disso, cinco presos e um carcereiro morreram em junho em um incêndio neste mesmo presídio, o maior do Paraguai.

Em maio de 2016, a prisão de Tacumbú contava com pelo menos 3.532 detentos, enquanto a capacidade das instalações é de 1.687 pessoas, segundo dados oficiais citados pela Anistia Nacional.

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