Hermine se debilita no sudeste dos EUA, mas inundações preocupam

Miami, 2 set (EFE).- Hermine, que tocou terra na madrugada desta sexta-feira como furacão no litoral noroeste da Flórida e se degradou à tempestade tropical, continua se debilitando em seu avanço pelo sudeste dos EUA, mas preocupam as inundações e chuva que deixa em sua passagem.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA detalhou no boletim das 8h local (9h, em Brasília) de hoje que a já tempestade tropical Hermine se encontra a 60 quilômetros ao nordeste de Valdosta (Geórgia) e cerca de 190 quilômetros de Savannah, no mesmo estado vizinho à Flórida.

Hermine se desloca rumo ao nornoreste com uma velocidade de translação de 14 milhas por hora (22 km/hora) e, segundo um provável padrão de trajetória, o centro da tempestade "continuará se movimentando hoje pelo sudeste da Geórgia" para continuar nesta noite pela costa das Carolinas e se situar em águas litorâneas de Carolina do Norte no sábado.

O fenômeno meteorológico apresenta ventos máximos sustentados de 95 km/hora e espera "alguma intensificação da tempestade", uma vez que o centro se movimenta pela costa da Carolina do Norte.

Nestes momentos, uma das grandes preocupações das autoridades são as inundações por acumulação de chuva de até 10 polegadas (25 centímetros) sobre o sudeste dos EUA, desde o noroeste da Flórida até o sul e leste da Geórgia e das Carolinas.

Cerca de 200 mil lares estão neste momento sem energia elétrica na Flórida, Geórgia e nas Carolinas, segundo comunicaram as companhias de eletricidade ao canal "NBC" News.

Andrew Gillum, prefeito de Tallahassee, capital Flórida, afirmou hoje que há cortes de energia elétrica e que 3/4 da cidade não tinham eletricidade, após a passagem do furacão Hermine.

Gillum estimou que cerca de 100 mil residentes na zona estão sem eletricidade, incluindo 70 mil usuários da capital do estado.

Hermine tocou terra como furacão de categoria 1 na cidade de St. Marks (norte da Flórida) com ventos máximos sustentados de 80 milhas por hora (130 km/h).

É o primeiro furacão que toca terra no litoral da Flórida desde Wilma, em 2005, um poderoso ciclone de categoria 3 que deixou cinco mortos e danos estimados em US$ 23 bilhões no estado.

O governador da Flórida, Rick Scott, que declarou o estado de emergência em 56 condados até no sábado, pediu aos residentes no norte do estado que não baixem a guarda e estejam alerta por potenciais inundações e precipitações.

Cerca de 6 mil membros da Guarda Nacional americana estão prontos para seu desdobramento, após a passagem do furacão pela Flórida.

Outra preocupação para as autoridades são os possíveis tornados que podem surgir nas Carolinas e no norte da Flórida, assim como a ressaca ciclônica que afeta a costa norte do Golfo da Flórida, desde Indian Pass até Cayo Longboat.

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