Mais de 1 milhão marcharam por referendo na Venezuela, diz oposição

Caracas, 2 set (EFE).- A oposição política da Venezuela reunida na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD) garantiu nesta sexta-feira que mais de 1,1 milhão de pessoas participaram da mobilização ocorrida ontem em Caracas para pedir a ativação de um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

O secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba, disse em seu programa de rádio transmitido pela emissora privada "RCR" que pelo menos 1,1 milhão de pessoas ocuparam as três grandes avenidas do leste de Caracas e as ruas próximas, o que equivale a mais de 18 quilômetros de vias.

Além disso, o político opositor acrescentou que "a esses 1,1 milhão de pessoas que se mobilizaram em Caracas, devem ser somadas centenas de milhares de venezuelanos que ficaram presos nas estradas ou não puderam sair para seus lugares de destino".

Torrealba também disse que devem ser acrescentadas a esse número as pessoas que marcharam em seus respectivos estados e fez menção especial aos que se concentraram na cidade de Porlamar, na Ilha de Margarita, no leste do país.

Torrealba indicou que o principal objetivo da marcha era mostrar que a MUD conta com uma estrutura política organizada, que mantém conexão permanente com movimentos sociais, ONGs e sindicatos.

Já o segundo objetivo, de acordo com o político opositor, "era mostrar ao país e ao mundo o tamanho imenso da Venezuela que quer mudança".

Torrealba leu ontem um manifesto no qual a MUD convocou novas mobilizações para continuar exigindo rapidez no processo para realizar o referendo revogatório.

Entre essas manifestações está a "Tomada da Venezuela", de 24 horas de duração, que exigirá a realização imediata do Referendo Revogatório. Esta mobilização está prevista para o dia seguinte à data que for fixada para a coleta das assinaturas de 20% dos inscritos no registro eleitoral, ou seja, quase 4 milhões de eleitores.

Além disso, Torrealba anunciou outra mobilização para o dia 14 de setembro, que será de 12 horas de duração, "em todas as capitais de estado" para fazer chegar o "chamado do povo venezuelano" aos chefes de Estado e de governo que comparecerão à Cúpula de Países Não-Alinhados, que será realizada na Ilha de Margarita.

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