Paraguai volta a transferir detentos brasileiros e os divide em 3 presídios

Assunção, 2 set (EFE).- O Paraguai aplicou nesta sexta-feira uma política de dispersão de prisioneiros brasileiros, supostamente membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), para transferi-los a três presídios do interior do país em resposta à "imperiosa necessidade de garantir a segurança" nas prisões paraguaias, disse o Ministério da Justiça do país vizinho.

A operação de repartição dos nove detentos aconteceu em consequência da morte de um preso paraguaio na quarta-feira passada na prisão de Tacumbú, em Assunção, supostamente em uma ação de prisioneiros brasileiros do PCC, o que provocou um motim de parte da população carcerária paraguaia contra os estrangeiros.

Para acalmar os ânimos, a Polícia Nacional do Paraguai decidiu enviar os brasileiros de Tacumbú ao presídio de Emboscadas, 30 quilômetros ao norte da capital, para evitar mais enfrentamentos e apaziguar os ânimos.

No entanto, o Ministério da Justiça decidiu voltar a transferi-los hoje por via área e reparti-los em três penitenciárias distintas do norte do país, nos departamentos de Amambay, San Pedro e Concepción.

Além disso, estas prisões contam com a presença de membros da Força de Tarefa Conjunta (FTC), criada expressamente pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, para combater à guerrilha Exército do Povo Paraguaio (EPP).

"Com base em uma nova disposição foi efetuada a realocação dos brasileiros a fim de garantir a segurança com a intenção de apaziguar a situação dentro das penitenciárias", destacou o Ministério da Justiça paraguaio em comunicado.

No último mês de julho, 70 detentos, entre eles integrantes do PCC, se amotinaram no pavilhão de segurança máxima da prisão de Tacumbú e tomaram como reféns dois guardas, os quais posteriormente libertaram após chegar a um acordo com as autoridades.

Além disso, cinco presos e um carcereiro morreram em junho em um incêndio neste mesmo presídio, o maior do Paraguai.

Em maio de 2016, a prisão de Tacumbú contava com pelo menos 3.532 detentos, enquanto a capacidade das instalações é de 1.687 pessoas, segundo dados oficiais citados pela Anistia Nacional.

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