Barack Obama e Xi Jinping ratificam pacto de Paris contra mudança climática

Hangzhou (China) 3 set (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, ratificaram neste sábado o Acordo de Paris contra a mudança climática, em ato na cidade de Hangzhou que contou com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Obama e Xi finalizaram os instrumentos de aceitação do acordo perante Ban, o que implica completar o processo empreendido tanto pelos EUA como pela China para que ambos os países entrem formalmente no pacto firmado na cúpula climática de Paris de dezembro passado.

"Quando há vontade e ambição, e quando há países como China e EUA prontos para mostrar liderança e exemplo, é possível criar um mundo mais próspero", disse hoje Obama ao anunciar a ratificação do pacto junto a Xi e Ban Ki-moon.

Para que o Acordo de Paris entre em vigor, é necessário que pelo menos 55 países que somem no total 55% das emissões poluentes globais completem o processo de ratificação.

China e EUA, os dois países mais poluentes do mundo, somam cerca de 40% das emissões globais. Com suas adesões, o objetivo fica mais perto de ser alcançado.

Assim destacou em conferência telefônica com jornalistas o principal assessor sobre mudança climática de Obama, Brian Deese, que acrescentou que China e EUA demonstraram que "juntos" podem ajudar o resto do mundo a avançar para frear o aquecimento global.

Segundo o assessor de Obama, mais de 55 países expressaram publicamente o compromisso de ratificar o acordo antes que termine o ano e 20 já se uniram formalmente a ele. Entre os que estão finalizando o processo de ratificação se encontram Brasil, Argentina, Coreia do Sul e Japão, detalhou Deese.

Horas antes do anúncio conjunto, a Assembleia Nacional Popular (o parlamento chinês) já tinha confirmado o acordo, destinado a substituir em 2020 o Protocolo de Kioto e que tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2 graus Celsius a respeito dos níveis pré-industriais.

A associação contra a mudança climática foi o ponto de maior consenso entre EUA e China nos últimos anos, e hoje Obama e Xi reafirmaram seu compromisso conjunto em outros assuntos relacionados com o clima.

Ambos se comprometeram a trabalhar juntos para antecipar neste ano uma emenda ao protocolo para proteger a camada de ozônio aprovado em Montreal em 1987, a fim de incluir mais medidas contra os hidrofluorocarbonetos (HFC), gases de efeito estufa utilizados em frigoríficos e ares condicionados.

Aprovar essa emenda pode evitar o acréscimo de até 0,5 graus Celsius no nível de aquecimento global até o fim de século, segundo os especialistas.

Por outro lado, Obama e Xi esperam que a Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) aprove, em seu assembleia deste mês, o padrão de redução de emissões para os aviões comerciais estipulado em fevereiro passado, com o objetivo de que EUA e China estejam entre os primeiros países a adotá-lo.

"Apesar de nossas diferenças em outros temas, esperamos que nosso objetivo de trabalhar juntos (na luta contra o aquecimento global) inspire o mundo", enfatizou Obama.

Antes de chegar à China para o ato de hoje com Xi e participar da cúpula do G20 (amanhã e na segunda-feira), Obama realizou várias paradas nos EUA com o objetivo de defender seu legado ambiental e contra a mudança climática.

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