ONG denuncia que 30 pessoas foram detidas por "panelaço" contra Maduro

Caracas, 3 set (EFE).- Pelo menos 30 pessoas foram detidas na Ilha de Margarita, no norte da Venezuela, por protestarem com um "panelaço" durante a passagem da comitiva do presidente Nicolás Maduro na comunidade de Villa Rosa, informou neste sábado a ONG Foro Penal Venezolano (FPV).

"Até agora, mais de 30 pessoas foram detidas pelo SEBIN (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) em Nueva Esparta como resultado do incidente em #VillaRosa", informou o diretor-executivo do FPV no Twitter.

As detenções ocorreram ontem durante a passagem do chefe de Estado venezuelano na comunidade de Villa Rosa, no estado de Nueva Esparta, após a entrega de casas populares, quando dezenas de cidadãos repreenderam Maduro com reivindicações, insultos e batendo nas panelas em protesto pela presença do líder.

Vários vídeos do incidente divulgados por dirigentes da oposição ao chavismo mostram os manifestantes cercando a caravana presidencial em que estava Maduro, e este tentando conversar com a população.

"O povo te odeia @nicolasmaduro. Nem que você mande atropelar ou prender as pessoas você conseguirá", afirmou o ex-candidato presidencial e atual governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, nessa mesma rede social junto com um vídeo do ocorrido.

"Já dissemos antes, Maduro não visita nenhuma comunidade há anos, o povo odeia ele e ontem à noite deixou isso claro com o panelaço", indicou o político opositor em outra mensagem.

O protesto contra o presidente acontece a menos de duas semanas da 17ª Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados, que acontecerá nessa ilha caribenha, na qual a Venezuela será a anfitriã para receber a presidência do movimento.

A oposição venezuelana denunciou a situação que, segundo ela, vive a ilha do Caribe que, assim como o resto do país, enfrenta graves problemas de distribuição de água, insegurança e escassez de alimentos.

O protesto em Ilha de Margarita acontece quase dois dias depois que a oposição mobilizou uma grande manifestação em Caracas para, entre outras coisas, exigir que o Poder Eleitoral marque uma data para realizar o referendo revogatório da presidência de Maduro.

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