Diante dos Brics, Temer defende comunidade internacional mais representativa

Hangzhou (China), 4 set (EFE).- O presidente Michel Temer defendeu neste domingo, durante uma reunião informal de chefes de Estado dos países Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), anterior à cúpula do G20 de Hangzhou, um marco internacional mais representativo do atual peso mundial das economias emergentes.

"As mudanças que estão em curso (na economia global) exigem a correspondente atualização de nossas estruturas de governo mundial", disse Temer, em seu primeiro fórum internacional após ser efetivado no cargo, após o impeachment de Dilma Rousseff na quarta-feira.

"Nossos países (Brics) devem continuar trabalhando juntos para o aprofundamento das reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM). Precisamos de instâncias internacionais de decisão mais representativas e, portanto, mais legítimas e eficazes", afirmou.

Temer pediu aos países do Brics que apoiem a constante melhora de um "sistema multilateral de comércio" mundial, e incentivou o fortalecimento das atuais capacidades da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O mandatário brasileiro coincidiu com o presidente da China, Xi Jinping, que na mesma reunião disse que os Brics devem aumentar a coordenação para que os países em desenvolvimento e emergentes desempenhem um papel maior nos assuntos internacionais, informou a agência oficial "Xinhua".

"Os países do Brics são forças positivas para a estabilidade econômica mundial", sustentou o peemedebista.

Temer, que voltou a reiterar nesta reunião informal que, pelas mãos de governo, o Brasil retomou o caminho da recuperação da confiança nestes últimos meses, ressaltou que uma das grandes causas que os principais países emergentes do mundo deveriam apoiar é "a promoção do desenvolvimento sustentável".

"Não há receitas simples para a adequada integração das dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento, mas a tarefa é urgente", comentou.

Nesse sentido, destacou que perante problemas como a mudança climática, "o Acordo de Paris (de novembro passado, ao qual confirmou apoio) é um exemplo significativo de contribuição que pode ser feita para estarmos à altura de nossas responsabilidades", disse, "perante as gerações presentes e futuras".

"Em breve terei a honra de depositar o instrumento de ratificação do Acordo perante as Nações Unidas", acrescentou, o que já foi aprovado pelo Legislativo brasileiro em agosto passado, com o qual o o país se soma a China e EUA, os principais emissores de poluentes, que anunciaram ontem que farão o mesmo.

"Agora nossos esforços se voltam para a implementação das metas que assumimos", acrescentou sobre este acordo, que a partir de 2020 substituirá o Protocolo de Kioto e que necessita do apoio de 55 países com pelo menos 55% das emissões mundiais para ser aplicado, o que fica mais fácil após o apoio conjunto de China e EUA.

Temer lembrou que "o combate à mudança climática, e de maneira mais ampla, a promoção do desenvolvimento sustentável, sofrem de uma carência crônica de financiamento adequada", e declarou que o novo Banco de Desenvolvimento dos Brics será "uma poderosa ferramenta" para "vencer esse desafio do sistema".

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