Kerry diz que precisa resolver "duros assuntos" para cessar-fogo com a Rússia

Hangzhou (China), 4 set (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, declarou neste domingo que algumas questões técnicas foram superadas, mas que ainda faltam "alguns duros assuntos" a serem solucionados para se chegar a um acordo sobre um cessar-fogo na Síria com a Rússia.

"Ainda faltam alguns assuntos duros a serem resolvidos", ressaltou Kerry após se reunir durante duas horas com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, durante a cúpula do G20 em Hangzhou, no leste da China.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tinha antecipado em entrevista coletiva junto à primeira-ministra britânica, Theresa May, em Hangzhou que ambos os países trabalhavam "contra o relógio" para conseguir uma trégua que permita introduzir mais ajuda humanitária no país.

Kerry, líder das negociações com a parte russa, pediu calma e disse que os EUA levarão "o tempo que for necessário para assegurar que tudo esteja sendo feito da maneira com mais probabilidades de sucesso".

"Não vamos acelerar e não vamos nos comprometer com algo que não tenha uma oportunidade legítima de ser um trabalho bem feito", enfatizou.

Muitos assuntos técnicos foram resolvidos, mas o representante americano ancrescentou que as duas partes têm que se assegurar que estão "cômodos" quando resolverem os pontos nos quais ainda diferem.

Kerry informou que as negociações com a delegação russa continuarão na manhã de segunda-feira, quando será celebrado o segundo e último dia da cúpula do G20 em Hangzhou.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou neste domingo com mais otimismo que que Moscou e Washington estão perto de conseguir um acordo sobre a Síria.

"Digo, sem titubear, que estamos perto de um acordo e não há nenhum fundamento para supor que isto colapse", disse o vice-ministro russo a um grupo de jornalistas.

Ryabkov explicou que a reunião entre Lavrov e Kerry hoje ajudou a avançar rumo a um acordo. Ao mesmo tempo, indicou que por enquanto não pode prever quando será anunciada a confirmação do acordo.

"Há uma frase muito boa: 'não há nada estipulado enquanto não estiver tudo estipulado'", frisou.

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