Obama acredita que TPP vai superar as ressalvas do Congresso americano

Washington, 4 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acredita que o Tratado de Associação Transpacífico (TPP) vai superar as ressalvas de legisladores democratas e o "novo sentimento anti-comércio de alguns populistas" republicanos.

"Este acordo não é só inteligente, mas corrige os erros de outros anteriores que não colocavam em prática componentes trabalhistas e ambientais", afirmou Obama em entrevista emitida neste domingo e gravada antes de sua viagem a Hangzhou, na China, para participar da cúpula do G20.

"No passado, houve interesses opostos a este tipo de acordos comerciais dentro do Partido Democrata e agora há um novo sentimento anti-comércio de alguns populistas do Partido Republicano", explicou Obama em referência ao candidato conservador Donald Trump e a seus correligionários que se opuseram ao TPP.

A candidata democrata Hillary Clinton, que no passado se mostrou favorável ao acordo, agora considera que algumas partes do tratado devem ser revistas.

Obama declarou que muitos acreditaram que ele não conseguiria a autorização do Congresso para a aprovação rápida de tratados comerciais, mas ele o fez e agora crê a postura do Executivo será vitoriosa novamente, fazendo com que o TPP seja ratificado e entre em vigor.

"Este será o maior mercado do mundo e, se nós não estabelecermos as normas, outros vão fazê-lo", assegurou Obama.

O presidente americano também se referiu ao sentimento anti-imigrante daqueles que apoiam as ideias de Trump e considerou que eles não refletem a posição da maioria e se extinguirão, mas ressaltou que "é preciso estar atento".

"A tendência é que, no longo prazo, os imigrantes sejam absorvidos e assimilados. Todos nos beneficiamos de um país no qual a medida de seu patriotismo ou de ser americano não depende da cor de sua pele, de seu sobrenome ou sua fé", afirmou Obama.

O presidente considera que o apoio a Trump vem de um grupo que se sente marginalizado, mas não de uma maioria, e lamentou as mensagens de "intolerância" que pedem que pessoas não sejam aceitas por razão de sua religião, em referência à proposta de Trump de investigar a fundo os imigrantes muçulmanos.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos