Principal oleoduto da Colômbia sofre atentado terrorista, afirma empresa

Bogotá, 4 set (EFE).- A estatal petrolífera Ecopetrol informou neste domingo que ativou um plano de contingência no nordeste da Colômbia por causa de um atentado terrorista ocorrido na madrugada deste domingo no oleoduto Cano Limón Coveñas, o mais importante do país.

"Ecopetrol repudiam estes atos que põem em risco a vida das pessoas, o bem-estar das comunidades, os impactos ao meio-ambiente e o desenvolvimento das atividades da indústria petrolífera", indicou a empresa em comunicado.

A situação foi registrada na zona rural de Tibú, cidade do departamento do Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela, onde um atentado produziu um vazamento de petróleo em um cano de água que teve que ser controlado com barreiras.

De maneira preventiva, o plano de contingência da Ecopetrol incluiu a suspensão de operações do aqueduto do município. As autoridades ainda não estabeleceram que grupo armado realizou o ato terrorista.

No entanto, na região há forte presença do Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O ELN anunciou junto ao governo nacional no dia 30 de março, em Caracas, o início de uma fase pública de diálogos de paz, mas até o momento as partes não avançaram além dessa declaração.

O oleoduto Cano Limón Coveñas, de 770 quilômetros de extensão, transporta o petróleo dos poços de Arauca até Coveñas, um porto no Caribe.

Ecopetrol é a maior empresa da Colômbia. A estatal está entre as 50 petrolíferas mais importantes do mundo e entre as quatro principais da América Latina.

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