UE pede ao G20 mais compromisso na crise dos refugiados

Hangzhou (China), 4 set (EFE).- Os líderes da União Europeia (UE) pediram neste domingo que a cúpula do G20 mostre um maior compromisso na crise dos refugiados e que a China acelere as reformas do setor siderúrgico do país.

Os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também reivindicaram que o G20 corresponda às expectativas que gerou em nível internacional para dinamizar a economia mundial.

"Após anos de crise, devemos mostrar que podemos promover o crescimento e criar confiança", afirmou Juncker.

Durante uma entrevista coletiva anterior ao início da cúpula, os dois dirigentes da UE ressaltaram a importância de o G20 oferecer mais respostas à crise dos refugiados, já que sentem que a Europa e alguns países da região fizeram um sacrifício "desproporcional".

"É um desafio global que requer uma solução em nível global", afirmou Tusk, que enfatizou que os mecanismos para superar esta crise "estão chegando ao limite".

Uma fonte europeia lembrou que a maior parte do peso da crise dos refugiados foi sustentada por UE, Turquia, Jordânia e Líbano, enquanto, em geral, os países do G20, entre eles Canadá, China, Rússia e Japão, não fizeram nada, e os Estados Unidos "um pouco".

Além disso, os líderes europeus reivindicaram que a cúpula discuta os problemas gerados pelo excesso de capacidade industrial da China, especialmente no setor do aço.

"Estamos decididos a defender os interesses da siderurgia da UE", afirmou Juncker, que afirmou que se trata de outro "problema global com uma específica dimensão chinesa".

A UE voltou a insistir neste domingo para que a China aceite a criação de um mecanismo de acompanhamento do excesso de capacidade de produção de aço e suas causas, algo que ambas as partes já discutiram em julho passado durante a cúpula que tiveram em Pequim.

Neste cenário mundial, Juncker lançou a mensagem europeia de que "todas as empresas devem pagar sua parte justa de impostos no país onde geram seus lucros".

Este aviso chega após a decisão tomada na semana passada pela Comissão Europeia de ordenar que a Irlanda cobre 13 bilhões de euros da gigante tecnológica americana Apple por vantagens fiscais ilegais no país.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos