G20 reconhece que crise dos refugiados é problema global

Hangzhou (China), 5 set (EFE).- A Cúpula do G20 reconheceu nesta segunda-feira que a crise dos refugiados é um problema mundial e pediu "esforços globais" para enfrentar suas causas e consequências.

O número de refugiados chegou a "níveis históricos", segundo o documento assinado pelos líderes do G20 na cúpula realizada na cidade chinesa de Hangzhou, com 65 milhões de deslocados no mundo.

Durante o debate do plenário sobre a questão, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, alertou que o sistema europeu de amparo está prestes a chegar a seu limite e que os demais países não podem ficar à margem da crise. E pediu que o problema não só seja reconhecido, mas que se tomem medidas concretas para resolvê-lo.

Tusk citou os milhões de refugiados que a União Europeia (UE) acolheu e os bilhões de euros investidos no Oriente Médio.

A UE chegou à cúpula de Hangzhou com o objetivo de conseguir que o G20 fizesse mais por solucionar a crise dos refugiados, pois considera que o bloco e países como Turquia, Jordânia e Líbano carregam uma responsabilidade desproporcional. Por outro lado, algumas nações ricas não fizeram praticamente nada para tentar ajudar a solucionar o problema, não recebendo sequer um refugiado.

"Tratamos a crise migratória e concordamos que temos que fazer mais para combater as causas de raiz da migração em massa", disse a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

No entanto, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o resultado de hoje não é suficiente. Anfitrião do encontro do G20 em 2015, Erdogan afirmou que a cúpula "suspendeu o exame" da gestão da crise de refugiados em um ano.

"As medidas propostas para atenuar essa crise não foram rechaçadas por ninguém, mas nenhum país deu passos concretos a esse respeito", disse Erdogan, que teve que receber cerca de 3 milhões de deslocados procedentes da Síria e do Iraque, o que representou uma despesa de US$ 25 bilhões para os cofres turcos.

Erdogan denunciou que os países ocidentais adotaram uma "atitude de segurança racista" contra aqueles que buscavam asilo dentro de suas fronteiras, atitude que considerou como "vergonhosa".

"A Turquia continuará recebendo as vítimas dos conflitos sem nenhuma discriminação de procedência ou religião", afirmou.

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