Presidente das Filipinas proclama formalmente estado de emergência nacional

Manila, 5 set (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, assinou nesta segunda-feira o decreto que proclama o "estado de emergência nacional pela violência anárquica" após o atentado de sexta-feira que deixou 14 mortos e 67 feridos e com o qual ele pode desdobrar soldados.

O líder assinou o documento pouco antes de partir para Laos para participar da Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), informou o secretário-executivo da presidência filipina, Salvador Medialdea, segundo o portal "Rappler".

Com esta medida, Duterte ordena às Forças Armadas e a Polícia Nacional "reprimir todas as formas de violência anárquica em Mindanao" e "prevenir sua propagação e intensificação no resto do território", segundo o texto. A determinação "permanecerá em vigor até que seja suspensa ou retirada pelo presidente".

O governo explicou à população desde que anunciou a medida, no sábado passado, que não se trata da lei marcial. O conselheiro de paz da presidência das Filipinas, Jesus Dureza, detalhou em comunicado que a medida "simplesmente ordena às Forças Armadas realizar operações que normalmente só correspondem à Polícia".

O atentado ocorreu no Mercado Davao, uma das principais cidades da ilha de Mindanao da qual Duterte foi prefeito por 22 anos. O grupo Abu Sayyaf, vinculado ao Estado Islâmico (EI), se responsabilizou pelo ataque, embora a Polícia não descarte que tenha sido a resposta de narcotraficantes à campanha que Duterte lançou contra as drogas e que já deixou quase 2.500 mortos em dois meses. EFE

hc/cdr

(foto)

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