Temer e Vázquez se reunirão na ONU para superar "inação" do Mercosul

Montevidéu, 5 set (EFE).- Os presidente do Brasil e Uruguai, Michel Temer e Tabaré Vázquez, respectivamente, manterão um encontro bilateral em Nova York no marco da Assembleia Geral da ONU para tentar superar a "inação" do Mercosul, confirmou nesta segunda-feira o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa.

"Efetivamente vai ser realizada uma reunião" entre os dois líderes, disse o ministro à imprensa no término do Conselho de Ministros, ao mesmo tempo que indicou que as missões de ambos países estão ajustando o dia e a hora que o encontro vai acontecer.

Perguntado sobre se "a paralisação atual do Mercosul" será uma das matérias que ambos líderes tratarão, Novoa afirmou que "sem dúvida esse é um tema que vai estar" sobre a mesa.

"As chancelarias estão tentando trabalhar para superar esta inação que há. Nosso objetivo é salvar o Mercosul e estamos usando alguns mecanismos, como as reuniões de coordenadores de cada país, sob a supervisão dos chanceleres, não para tomar resoluções, mas para determinar cursos de ação e sobretudo as coisas para manter viva a agenda externa do Mercosul", explicou o ministro uruguaio.

Novoa recalcou que a presidência pro tempore do Uruguai esteve orientada "ao contato com outros países ou regiões para iniciar negociações de caráter comercial".

"Desde esse ponto de vista nós seguiremos com uma agenda externa focada nas negociações para ver as matérias que podem entrar nos tratados, para ver como melhoramos o comércio no Mercosul, que negocia pouco com outros países do mundo, e a intenção do Uruguai foi tentar aprofundar estes acordos", explicou.

Com relação às negociações entre a União Europeia (UE) e quatro dos cinco países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai -Venezuela não participa por decisão própria) para um acordo comercial, o chanceler disse que estava prevista uma reunião em Montevidéu na semana passada que não ocorreu.

Novoa explicou que o motivo foi por problemas nos voos e anunciou que a seguinte reunião vai ser realizada em outubro em Bruxelas.

O bloco sul-americano está imerso em uma crise pela transferência da presidência pro tempore, que até 29 de julho foi ocupada pelo Uruguai, que nesse dia anunciou ao resto dos parceiros que finalizava seu mandato.

Nesse mesmo dia, a Venezuela, que por ordem alfabética deveria tomar o bastão da presidência do Mercosul, comunicou que assumia o comando, apesar da oposição da Argentina, Brasil e Paraguai e sem que fosse realizada uma instância de transferência, como a habitual cúpula de chefes de Estado do bloco.

Para superar esta crise e acercar as posturas dos países que não reconhecem a presidência da Venezuela, o ministro uruguaio comentou que a aposta de sua Chancelaria é o "diálogo".

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