América Latina e Espanha debatem melhorias em infraestruturas hídricas

Madri, 6 set (EFE).- Entidades da América Latina e da Espanha discutiram nesta terça-feira formas de parcerias que melhorem a gestão das infraestruturas hídricas mediante programas de assistência técnica, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, durante o seminário "Diálogos da Água América Latina-Espanha", realizado na Casa de América, em Madri, e organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente.

Para o vice-presidente corporativo de Desenvolvimento Social da CAF, José Carrera, é preciso criar pontes entre Espanha e América Latina para superar os desafios do setor hídrico.

"Em um mundo cada vez mais interconectado, é preciso criar espaços para trocar experiências a fim de encontrar soluções a problemas concretos e impulsionar tanto o crescimento econômico quanto o desenvolvimento inclusivo", disse.

Carrera insistiu em que a cooperação com a Espanha deverá contribuir para que a América Latina "administre mais eficazmente seus recursos hídricos" e assim "consiga potencializar a produção de alimentos, preservar a estabilidade econômico-social e garantir o acesso universal a serviços de água e saneamento".

Segundo o CAF, apesar dos abundantes recursos naturais da América Latina, 34 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável e 106 milhões não dispõem de acesso adequado a serviços de saneamento básico.

Para, a conselheira do Banco Mundial, Karin Kemper, os "Diálogos da Água América Latina-Espanha" - que contaram com a colaboração da Agência Efe - são uma "oportunidade para fortalecer as relações tanto com a Espanha quanto com o CAF". Ela assegurou que "a brecha em infraestruturas na América Latina é considerável e crescente" e a falta de infraestruturas afeta principalmente às regiões mais pobres.

Karin também defendeu a importância do uso conjunto dos recursos hídricos subterrâneos e água superficial, já que isso pode "produzir grandes lucros", embora sejam necessárias "maiores investimentos".

"A América Latina enfrenta grandes desafios associados a investimentos em gestão e infraestrutura de água", disse ela.

Em sua opinião, se tais desafios forem superados "as seguranças hídrica, energética e alimentar melhorarão", assim como a "resistência à Mudança Climática".

Karin antecipou que a estratégia do Banco Mundial para enfrentar este desafio se baseará em "água potável, saneamento, energia renovável, meio ambiente, irrigação, gestão integrada de recursos hídricos ou mudança climática", entre outras.

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