Ataque em Cabul tinha como alvo residência de estrangeiros, afirmam talibãs

Cabul, 6 set (EFE).- Os talibãs reivindicaram nesta terça-feira a autoria do ataque realizado ontem em Cabul, que deixou quatro mortos e seis feridos, e cujo alvo era uma casa de hóspedes estrangeiros situada no edifício em que fica a sede da ONG CARE Internacional, que ficou danificada.

No ataque, um guarda de segurança e três insurgentes morreram, enquanto outras seis pessoas ficaram feridas.

A ação começou na noite de segunda-feira e terminou hoje com a morte dos agressores e o resgate de 42 pessoas que estavam retidas no local, dez delas estrangeiros.

"O ataque foi realizado contra uma hospedaria de estrangeiros, depois que coletamos informações precisas de inteligência sobre o local", disse à Agência Efe um porta-voz dos insurgentes, Zabiullah Mujahid, que reivindicou a autoria do atentado através do Twitter.

O porta-voz afirmou que o "edifício era utilizado como um centro de coordenação por importantes espiões de tropas estrangeiras. Não nos importa o nome pelo qual está sendo chamado, se é uma ONG ou algo mais".

"Não negamos que fosse a ONG CARE, mas temos certeza que era um centro para espiões. Além dos agentes estrangeiros, espiões do governo afegão também se reuniam ali. Sob este nome estavam encobrindo e protegendo suas atividades no edifício", concluiu Mujahid.

A CARE Internacional afirmou em comunicado que o ataque aconteceu "contra o que se acredita que era um recinto do governo afegão localizado perto do escritório", desta entidade.

A ONG indicou que suas instalações ficaram danificadas, mas que seu pessoal foi retirado a salvo do local.

O edifício atacado está perto do lugar onde outro atentado havia ocorrido horas antes, cuja autoria também foi reivindicada pelos talibãs, com duas explosões que deixaram 37 mortos e 103 feridos.

Cabul voltou a ser alvo de ataques insurgentes menos de duas semanas depois do atentado de um grupo talibã contra a Universidade Americana da cidade, que deixou 17 mortos e 45 feridos.

Os insurgentes ganharam terreno no Afeganistão desde que a Otan pôs fim a sua missão de combate no país em 1º de janeiro de 2015 e, segundo dados dos Estados Unidos, já controlam cerca de um terço do território afegão.

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