Austrália investiga supostos maus-tratos a menores em reformatório

Sydney (Austrália), 6 set (EFE).- Uma comissão do Governo da Austrália começou nesta terça-feira a investigar os supostos maus-tratos entre 2010 e 2015 a menores em um reformatório do Território Norte, um estado com grande população aborígine.

Um dos dois membros da comissão, o líder aborígine Mick Gooda, prometeu agir com "mente imparcial" e fazer "recomendações significativas" a esta investigação ordenada depois que a imprensa denunciou os maus-tratos a menores reclusos no centro Don Dale, na cidade de Darwin, segundo a emissora local "ABC".

Um adolescente com o pescoço amarrado ao encosto de uma cadeira e a cabeça coberta por um capuz e o uso de gás lacrimogêneo nas celas de menores são alguns abusos que os guardas do reformatório cometeram supostamente contra os internos em um período de seis anos, segundo o material divulgado pela "ABC".

Organizações defensoras dos direitos humanos pediram ao governo australiano que adote ações imediatas em vez de esperar as conclusões da comissão, previstas para março de 2017.

"Deveriam proibir o uso do confinamento solitário em todos os centros de detenção do Território Norte", declarou a diretora do Centro Legal de Direitos Humanos, Ruth Barton, ao comentar que os jovens continuam sendo isolados desse modo.

Ela também pediu que sejam implementadas inspeções independentes para supervisionar o funcionamento de todos os centros de detenção, como acontece no estado da Austrália Ocidental.

A Anistia Internacional e os Serviços Legais para os Aborígines e Ilhéus do estreito de Torres pediram ao governo que ratifique o protocolo opcional da Convenção contra a Tortura para a criação de entidades independentes e preventivas em todos os reformatórios do país.

Mais de 95% dos jovens que estão reclusos em centros de detenção no Território Norte são indígenas.

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