Balística aponta que guerrilheiros mataram 8 militares em ataque no Paraguai

Assunção, 6 set (EFE).- As provas de balística realizadas durante a investigação do atentado que matou oito militares no norte do Paraguai em agosto apontam a guerrilha Exército do Povo Paraguaio (EPP) como responsável pelos homicídios, informou a Promotoria.

A perícia, realizada com base nas cápsulas recolhidas no local, demostraram que no atentado do último dia 27 de agosto no departamento de Concepción foram usadas nove armas de calibres diferentes, as mesmas utilizadas em outros incidentes violentos atribuídos aos guerrilheiros do EPP.

Uma destas armas, de calibre 5.56, foi utilizada em 21 de abril de 2013, uma semana das eleições vencidas pelo atual presidente do país, Horacio Cartes, em um ataque à delegacia de Kurusu de Hierro, em Concepción, também atribuído ao EPP, segundo os promotores.

A mesma arma foi usada em fevereiro de 2015 em outro ataque a uma delegacia, desta vez em Azotey, também em Concepción.

Outra das armas foi usada para atirar contra Erika Reiser e Robert Natto, um casal de alemães que criavam gado no Paraguai que foi sequestrado e assassinado em janeiro de 2015, um crime do qual os membros do EPP também são suspeitos.

Os promotores acrescentaram que, no último dia 2 de setembro, em uma operação de busca em um imóvel de dois familiares dos supostos guerrilheiros, foram encontradas três cápsulas de balas iguais aos achados no local do atentado contra os oito militares.

As vítimas formavam uma patrulha que realizava tarefas de fiscalização em uma estrada vizinha onde havia uma bomba que foi detonada na passagem do veículo utilizado por eles. Após a explosão, eles foram baleados por um grupo de pessoas que ainda não foi identificada, segundo a versão oficial.

O atentado comoveu o Paraguai e fez com que vários membros do Congresso pedissem a saída do ministro do Interior, Francisco de Vargas.

As forças de segurança consideram que a guerrilha opera nos departamentos de São Pedro, Concepción e Amambay, áreas na fronteira com o Brasil, onde se concentra a pobreza rural, o cultivo e o tráfico de maconha.

O governo do Paraguai responsabiliza o EPP de mais de 50 assassinatos e vários sequestros desde seu surgimento em 2008.

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