Esposa de opositor preso denuncia Maduro em Haia por crimes contra humanidade

Caracas, 6 set (EFE).- A esposa do opositor venezuelano preso Leopoldo López, Lilian Tintori, denunciou o presidente do país, Nicolás Maduro, no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por ter cometido crimes contra humanidade e de ter perseguido partidos políticos contrários ao chavismo.

"Entregamos um relatório em Haia, no qual contamos todas as torturas contra presos políticos, a perseguição aos partidos de oposição ou aos que pensam diferentes", disse Tintori em um comunicado divulgado hoje pelo partido Vontade Popular, fundado e liderado por López.

Segundo a nota, a esposa do opositor preso apresentou um documento com "todos os casos de violação dos diretos humanos ocorridos durante o mandato de Maduro para que o TPI averigue e faça justiça na Venezuela".

Entre os casos, Tintori cita o massacre de Tumeremo, como ela chamou o assassinato de 17 pessoas em uma região de mineração ao sul da Venezuela. Outro é a situação vivida na fronteira, onde o governo manteve fechada as passagens para a Colômbia durante um ano.

"Estamos vivendo um momento muito difícil porque não há comida nem remédios", disse a esposa de López, criticando Maduro ao afirmar que a abertura do canal humanitário poderia ter salvado vidas.

Tintori estava acompanhada pelo advogado do marido, Juan Carlos Gutiérrez, que pediu ao TPI para iniciar investigações com "caráter fundamentalmente preventivo" diante das "represálias" de Maduro.

"Viemos em representação de todas as vítimas da Venezuela, apresentando evidências irreversíveis de crimes contra a humanidade, que são de competência do TPI", completou o advogado.

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