ONG denuncia ataque químico feito pelo Exército da Síria em Aleppo

Em Beirute (Líbano)

O Observatório Sírio de Direitos Humanos denunciou nesta terça-feira que as forças do regime do presidente do país, Bashar al Assad, lançaram um ataque com gás em um bairro da cidade de Aleppo, que provocou sintomas de asfixia em 70 pessoas, entre elas crianças e mulheres.

Ativistas sírios e fontes de hospitais da região disseram à Agência Efe que os casos foram registrados na região de Al Sukari, onde os soldados governamentais lançaram barris com o gás venenoso.

"Segundo o que relataram meus colegas e ativistas, o bombardeio foi realizado com gás cloro", disse à Efe o cirurgião Rami Klazi.

De acordo com o médico, as vítimas que inalaram o gás foram levadas ao hospital de Al Zarzur. Duas ou três delas, gravemente intoxicadas, precisaram ser internadas em Omar Abdelaziz.

Ativistas sírios divulgaram no Twitter fotos de algumas das pessoas supostamente afetadas pelo ataque. Nas imagens é possível ver os pacientes sendo atendidos com máscaras de oxigênio.

Thaer Mohammed/AFP
Sírios são atendidos com dificuldade de respirar após bombardeio comandado pelo governo Assad no bairro de Sukkari, em Aleppo, dominado por rebeldes

O Observatório Sírio, que citou fontes médicas da região, confirmou o ataque com gás por parte das forças governamentais contra o bairro de Al Sukari. E afirmou também que cerca de 70 pessoas chegaram aos hospitais relatando sintomas de asfixia.

Segundo relatório de analistas da ONU entregue em agosto ao Conselho de Segurança, o governo de Al Assad e os terroristas do Estado Islâmico (EI) utilizam armas químicas na Síria desde 2013.

Neste ano, o governo do país aceitou que seu arsenal químico fosse destruído após várias suspeitas de ataques, um processo que ocorreu com base em uma resolução aprovada pelo próprio Conselho de Segurança da ONU, que estabelecia a possibilidade de impor punições caso a medida não fosse cumprida.

No entanto, a Rússia, aliada de Al Assad e com poder de veto no Conselho de Segurança, descartou a imposição de sanções à Síria pelo uso de armas químicas e considera que o relatório elaborado sobre o assunto não deixa clara a responsabilidade do regime.

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