Duterte e Obama se reúnem brevemente no Laos após incidente diplomático

Manila, 7 set (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, e o chefe de Estado americano, Barack Obama, se reuniram nesta quarta-feira por um breve período no Laos depois do famoso incidente diplomático no qual o líder asiático chamou o americano de "filho da p...".

Conforme confirmaram à Agência Efe fontes do Ministério das Relações Exteriores das Filipinas, Duterte e Obama conversaram durante dois ou três minutos pouco antes do jantar de gala que foi realizado esta noite dentro dos eventos da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), indicaram veículos de imprensa locais.

Neste curto encontro, Duterte e Obama puderam "resolver as diferenças", segundo relatou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores filipino, Charles José.

As autoridades filipinas já tinham informado durante o dia de hoje que existia a possibilidade de uma reunião "informal" entre os dois líderes durante o jantar, e que Obama se sentaria próximo de Duterte na mesa, mas, no fim, os dois acabaram ficando distantes um do outro.

A conversa entre os dois aconteceu depois que Obama cancelou a reunião que manteria com Duterte no Laos após os insultos do filipino em um pronunciamento em Manila na segunda-feira passada, antes de voar rumo à cúpula no Laos.

Duterte chamou Obama de "filho da p...", em resposta às críticas do americano pela polêmica guerra contra o narcotráfico iniciada pelo presidente filipino em julho, que já deixou mais de 2.500 mortos.

Após o claro gesto de distanciamento de Washington, Duterte disse ontem que lamentava o fato de seus insultos terem sido "compreendidos como um ataque pessoal ao presidente dos Estados Unidos", e declarou seu "profundo apreço e afinidade" por Obama.

O governo das Filipinas é um dos principais aliados dos EUA na região do Pacífico, onde Obama vem reorientando a política externa de Washington para resistir ao crescimento da China.

Nos últimos anos, os EUA fortaleceram sua cooperação militar com Manila, já que as Filipinas disputam com a China a soberania de várias ilhotas no Mar da China Meridional.

O cancelamento daquele que seria o primeiro encontro entre Duterte e Obama representou um revés importante para as relações diplomáticas entre EUA e Filipinas.

Os dois países são aliados históricos, mas as relações enfraqueceram desde as eleições de maio, nas quais Duterte foi eleito o novo presidente filipino.

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