HRW denuncia a crítica situação de refugiados sírios em fronteira jordaniana

Cairo, 7 set (EFE).- A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou nesta quarta-feira a crítica situação de aproximadamente 70 mil refugiados sírios, em sua maioria mulheres e crianças, capturados na fronteira com a Jordânia, por isso que solicitou às autoridades do Reino Hachemita que permitam a entrada de ajuda humanitária.

De acordo com o comunicado da HRW, novas imagens de satélite do dia 31 de agosto mostram a "desesperada" situação dos cidadãos sírios que se encontram na região desértica de Rukban, no nordeste da Jordânia.

"A imagens mais recentes confirmam que a crise humanitária no acampamento de Rukban não foi solucionada e parece que está piorando", lamentou Nadim Houry, subdiretor para o Oriente Médio da organização.

Nas fotografias se vê uma grande quantidade de refugiados ao redor de sete pontos de distribuição de água localizados em território jordaniano, fora da zona desmilitarizada estabelecida ao longo da fronteira.

Famílias sírias têm de atravessar uma barreira de areia para chegar a esses pontos e depois voltar carregado com água para a zona desmilitarizada, onde o campo está de pé.

Houry pediu para a Jordânia "permitir imediatamente que as organizações humanitárias retomem suas entregas de ajuda para aliviar o sofrimento dos refugiados".

No dia 21 de junho, o Exército jordaniano decidiu considerar as duas áreas de fronteira com a Síria como "zonas militares fechadas", depois que um suicida do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) explodiu um carro-bomba em uma posição militar na região, matando sete militares.

Os extremistas se aproveitaram de um corredor utilizado para mandar ajuda humanitária aos refugiados de Rukban para realizar o ataque, o que levou às autoridades jordanianas a suspeitar que existem deslocados com ligações com o EI.

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