Porta-voz filipino nega crise com os EUA por insultos a Obama

Vientiane, 7 set (EFE).- O porta-voz da presidência das Filipinas, Ernesto Abella, negou nesta quarta-feira que exista qualquer crise com os Estados Unidos, após o cancelamento de uma reunião bilateral por parte de Washington devido aos insultos do presidente filipino, Rodrigo Duterte, ao chefe de Estado americano, Barack Obama.

A reunião deveria ter sido realizada ontem em Vientiane, a capital do Laos, onde acontece a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), da qual as Filipinas fazem parte e que manterá reuniões paralelas com outros países, entre eles os EUA.

O encontro foi suspenso depois que Duterte chamou Obama de "filho da p..." em um pronunciamento à imprensa, no qual rebateu as críticas de outros países a sua violenta campanha antidrogas, que em dois meses já deixou cerca de 2.500 mortos.

Desde o cancelamento, as autoridades filipinas tentaram diminuir o tom e se esforçaram em destacar a normalidade das relações com os EUA, que tem em Manila um aliado-chave na região.

"Não há nenhuma crise com os Estados Unidos, até onde podemos ver", disse o porta-voz de Duterte, Ernesto Abella, em entrevista coletiva em Vientiane.

O porta-voz filipino assegurou que "no devido momento" será realizada a reunião entre os dois líderes, que esta noite ficarão frente a frente no jantar de gala da cúpula de Asean.

O governo das Filipinas espera que Duterte e Obama possam manter algum encontro informal antes do término das reuniões em Vientiane.

"Em eventos como este, sempre há oportunidade para este tipo de encontro", afirmou Abella.

Duterte lamentou ontem em comunicado seus insultos a Obama, por quem expressou "profundo apreço e afinidade".

Nos últimos anos, os EUA fortaleceram sua cooperação militar com Manila, já que as Filipinas disputam com a China a soberania de várias ilhotas no Mar da China Meridional.

O cancelamento daquele que seria o primeiro encontro entre ambos os líderes supôs um revés importante para as relações diplomáticas entre EUA e Filipinas.

Os dois países são historicamente aliados, mas suas relações se enfraqueceram desde as eleições de maio passado, nas quais Duterte foi eleito o novo presidente filipino.

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