Presidente da Colômbia defende incorporação de guerrilheiros à vida civil

Bogotá, 7 set (EFE).- O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quarta-feira que incorporar os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) à vida civil não representará um esforço econômico significativo, mas trará grandes benefícios para o país.

"Temos um sistema efetivo e reincorporar mais ou menos 14.000 guerrilheiros, entre armados e milicianos, não será nenhum esforço do ponto de vista econômico", disse o presidente no fórum "Os benefícios da paz na Colômbia".

No fórum, Santos sustentou que a Colômbia tem experiência de sobra quanto à incorporação à vida civil de integrantes de grupo armados à margem da lei.

"Já reincorporamos mais de 58.000 combatentes entre paramilitares e guerrilheiros", salientou, em referência a processos de paz de governos anteriores.

Segundo o Ministério da Defesa da Colômbia, entre agosto de 2002 e outubro de 2010 se desmobilizaram 54.317 pessoas que pertenciam a diversos grupos ilegais.

Desse número, 30.000 correspondem a membros do grupo de extrema-direita Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) que deixaram as armas entre 2003 e 2006.

Além disso, 22.000 pessoas abandonaram as fileiras das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Assim que os guerrilheiros das Farc se desmobilizarem após a assinatura do acordo alcançado com o governo em Havana em agosto, será necessário "manter a confiança dos mercados e a estabilidade macroeconômica" para cobrir o custo mais alto da paz, que é "reparar às vítimas", comentou Santos.

"Nós tivemos 600.000 vítimas reparadas a um custo fiscal enorme e isso continuará porque temos registradas mais de oito milhões de vítimas, motivo pelo qual nos resta muito caminho a percorrer", esclareceu.

Até o momento, detalhou o presidente no fórum, o conflito fez com que o país deixasse de crescer "entre 2 e 3 pontos percentuais na média por ano", enquanto que, com a paz, "estudos indicam que vamos poder crescer entre 1% e 1,5% a mais".

Mais que dinheiro, destacou Santos, "o benefício maior será levar a presença do Estado a áreas do país que são muito ricas, mas que não têm nenhum investimento como consequência do conflito".

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