Protestos contra Maduro na Venezuela terminam com 10 feridos, diz oposição

  • George Castellanos/AFP

Dez pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira (7) durante uma onda de protestos da oposição para exigir a publicação da agenda do referendo que pode determinar a revogação do mandato do presidente do país, Nicolás Maduro.

O secretário-executivo da coalizão MUD (Mesa da Unidade Democrática), Jesus Torrealba, informou em entrevista coletiva que quatro pessoas ficaram feridas em Falcon, três em Trujillo, e três em Apure, todas cidades do oeste do país.

Segundo Torrealba, em municípios nos estados de Cojedes e Miranda grupos ligados ao governo tentaram impedir as manifestações. No entanto, "em boa parte" do país os opositores conseguiram entregar suas reivindicações nas sedes regionais do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), responsável por divulgar a agenda do revogatório.

Mais cedo, a MUD tinha informado por meio do Twitter que vários opositores tinham ficado feridos nas mobilizações de Cojedes e Apure, onde teriam sido atacados com "pedras e garrafas" por grupos formados por supostos simpatizantes do governo venezuelano.

A aliança de oposição publicou na rede social fotos que mostraram alguns homens ensanguentados e um vídeo que mostrava as agressões ocorridas no estado de Apure.

Os novos protestos ocorreram depois da manifestação batizada de "Tomada de Caracas" na semana passada, que reuniu centenas de pessoas com objetivo de pressionar para que o referendo que pode revogar o mandato de Maduro ocorra ainda neste ano.

Os opositores denunciaram a militarização das sedes do CNE e reiteraram suas condições para a última fase antes da convocação da consulta popular, que consiste na coleta de apoios equivalentes a 20% do colégio eleitoral do país - cerca de 4 milhões de pessoas.

Dentro dessas condições, a MUD solicita a instalação de 40 mil máquinas em 14.500 centros de "recepção de manifestações de vontade" localizados onde a "densidade eleitoral requerer".

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