Rússia critica Turquia pela 1ª vez por ações militares na Síria

Moscou, 7 set (EFE).- A Rússia criticou pela primeira vez nesta quarta-feira as operações militares turcas em território sírio, às quais teriam se unido as milícias opositoras ao regime de Bashar al Assad.

"A Rússia expressa sua profunda insatisfação pelo avanço das tropas turcas e dos grupos armados da oposição síria que as apoiam dentro do território da Síria", informou o Ministério das Relações Exteriores russo em comunicado.

A pasta ressaltou que "estas ações são realizadas sem o beneplácito das autoridades legítimas sírias nem o sinal verde do Conselho de Segurança da ONU".

"(Essas operações) questionam a soberania e a integridade territorial da Síria. A postura de Damasco é justa e se ajusta ao direito internacional. Instamos Ancara a se abster de passos que podem aguçar a desestabilização da situação na Síria", afirmou a Chancelaria, que considera que "as ações turcas podem complicar ainda mais a difícil situação político-militar" no país árabe.

A intervenção turca também "pode repercutir negativamente nos esforços internacionais para elaborar uma plataforma de solução que dê mais solidez à cessação do fogo e ao fornecimento de ajuda humanitária", acrescentou.

Até agora, a Rússia tinha abstido de criticar a Turquia, em meio a um processo de normalização das relações bilaterais, o que inclui o reatamento da cooperação antiterrorista. Mas o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na segunda-feira que a Rússia não apoiará qualquer decisão ou ação na Síria contrária ao direito internacional, em alusão à intervenção militar da Turquia no país.

"Não apoiamos nem podemos apoiar nada contrário ao direito internacional", disse Putin ao término da cúpula do G20 em Hangzhou (China), onde o líder russo também afirmou que a entrada de tanques e soldados turcos em território sírio "não foi uma surpresa" para Moscou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, pediu que Ancara evite atacar as milícias opositoras e os grupos étnicos, inclusive os curdo-sírios, ao ressaltar que eles também combatem o grupo jihadista Estado Islâmico.

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