Rússia e EUA voltarão a discutir acordo para a Síria nos próximos dias

Moscou, 7 set (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, manterão consultadas sobre a Síria nos próximos dois dias, informou nesta quarta-feira a diplomacia do Kremlin.

A reunião servirá para acertar os últimos detalhes da cooperação russo-americana para a luta contra o terrorismo na Síria, o aumento da ajuda humanitária e o início de um processo de acerto político no país árabe, segundo nota oficial.

O assunto já foi abordado por ambos os diplomatas durante a recente cúpula do G20 na cidade de Hangzhou, na China, por determinação dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, Barack Obama.

Tanto Putin, que também abordou o assunto profundamente com Obama na China, como a Chancelaria russa reconheceram nos últimos dias que as posturas de Moscou e Washington estão muito próximas e que em breve será possível anunciar um acordo para a Síria.

Os EUA defendem um cessar-fogo em todo o território do país, o que incluiria as tropas do regime do presidente Bashar al Assad. A Rússia resiste em incluir os soldados governamentais na trégua, pedindo que os americanos foquem na luta contra o Estado Islâmico.

A Rússia criticou hoje pela primeira vez as ações militares da Turquia na Síria, que teriam se somado as milícias opositoras ao regime de Assad. "A Rússia expressa sua profunda inquietação pelo avanço das tropas turcas e dos grupos armados da oposição síria que os apoiam dentro do território do país", disse o Kremlin em nota.

"Essas ações são realizadas sem o beneplácito das autoridades legítimas sírias nem o sinal verde do Conselho de Segurança da ONU. Pedimos que Ancara se abstenha dos passos que podem aguçar a desestabilização da situação na Síria. Essas ações questionam a soberania e a integridade territorial do país", completou.

Putin afirmou na segunda-feira, na China, que não apoiará nenhuma decisão ou ação na Síria "contrária ao direito internacional", em referência à intervenção militar turca.

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