Trump derruba veto sobre jornais e sites que não podiam cobrir seus comícios

Washington, 7 set (EFE).- A campanha do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que concederá credenciais de imprensa a uma série de veículos de comunicação que até agora tinham sido vetados em seus comícios.

"A partir de agora serão outorgadas credenciais a esses veículos de comunicação", disse à Agência Efe um porta-voz da campanha de Trump.

A chamada "lista negra" incluía os jornais "Washington Post", "Huffington Post" e "Politico"; a rede de televisão e portal de notícias "Univision", e os sites BuzzFeed e The Daily Beast, que há meses não podiam cobrir seus atos de campanha na área reservada à imprensa, entre outras restrições.

"Suponho que (esses veículos de comunicação) não podem me tratar pior (do que já fizeram)!", declarou Trump à emissora de televisão "CNN" em relação à decisão de acabar com o veto.

O primeiro veículo castigado pela campanha do magnata foi o "Huffington Post", que tinha relegado a cobertura de Trump à seção de entretenimento, seguido do "Des Moines Register", jornal de Iowa que lhe tinha pedido para abandonar a corrida republicana antes dos caucus que foram realizados nesse estado em fevereiro.

Sua prática de vetar a entrada de veículos de comunicação adquiriu mais notoriedade quando barrou um dos jornais mais prestigiados do país, o "Washington Post", e semanas atrás ameaçou fazer o mesmo com o "The New York Times".

"Revogar as credenciais de imprensa foi algo imprudente, absurdo e ofensivo. Ficamos alegres que esta proibição tenha finalmente chegado ao fim", afirmou em comunicado o editor-executivo do "Washington Post", Martin Baron.

Trump transformou os veículos de comunicação em um dos alvos preferidos de sua campanha, e frequentemente encoraja o público de seus comícios a vaiar os "desonestos" jornalistas presentes.

O candidato republicano, que criticou sua rival democrata Hillary Clinton por não ter dado nenhuma entrevista coletiva neste ano, também não autorizou por enquanto que um grupo de jornalistas o acompanhe sempre e viaje com ele em seu avião, algo que ocorre desde a segunda-feira passada na campanha da ex-secretária de Estado.

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