Hamas condena cancelamento de eleições municipais em Gaza e Cisjordânia

Gaza, 8 set (EFE).- O movimento islamita Hamas condenou nesta quinta-feira a decisão do Supremo Tribunal da Palestina de cancelar as eleições municipais convocadas para o dia 8 de outubro na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

A decisão do alto tribunal "é política e ilegal", declarou aos jornalistas Mahmoud Zahar, cofundador do Hamas e um de seus líderes de maior destaque na Faixa.

Zahar afirmou que as eleições foram canceladas "sem motivo algum" e advertiu que o Hamas discutirá em breve a possibilidade de comparecer às urnas para escolher os representantes municipais na Faixa, com o objetivo de "servir aos interesses dos cidadãos".

Para o dirigente do Hamas, o mais problemático não é tanto "a decisão da corte, mas o fracasso na preparação das listas de candidatos que concorrerão ao pleito".

Outro nome do alto escalão do Hamas, Salah el Bardawil, afirmou em comunicado que o movimento islâmico "convida os palestinos a rejeitarem a decisão judicial".

A facção do Hamas no inoperante parlamento palestino (Conselho Legislativo) declarou também em uma nota que o cancelamento das eleições "mostra que o Fatah (o partido rival, liderado pelo presidente palestino Mahmoud Abbas) não acredita na reconciliação" e teme "uma grande vitória do movimento de resistência e reforma".

O Supremo anunciou hoje a suspensão temporária das eleições em resposta a uma apelação do advogado Nael al Huh, que questionava o fato de o pleito não ser realizado em Jerusalém Oriental (território palestino ocupado por Israel) e colocou em dúvida a independência dos tribunais na Faixa de Gaza, que é governada pelo Hamas.

O tribunal adiantou que se reunirá novamente em 21 de dezembro para voltar a estudar se as eleições poderão ou não ser realizadas, para as quais já tinham sido apresentadas mais de 860 listas eleitorais.

Esta decisão judicial acontece dias depois que um tribunal em Gaza anulou a candidatura de cinco listas do partido Fatah, um feito que foi repudiado pela seção desse partido na Faixa, que a qualificou de "massacre ilegal".

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