Justiça argentina autoriza buscas no escritório do Uber em Buenos Aires

Buenos Aires, 8 set (EFE).- A Justiça da Argentina autorizou o cumprimento nesta quinta-feira de 13 mandados de busca em um escritório do Uber em Buenos Aires, assim como em domicílios de vários de seus gerentes e de motoristas associados, em uma causa que investiga a atividade do aplicativo americano na capital argentina.

Este aplicativo móvel de serviços de transporte, que permite fazer uma viagem com um motorista particular por meio do pagamento com um cartão de crédito, começou a funcionar no último dia 12 de abril na capital argentina e, apesar de a Justiça ter ordenado sua paralisação, continua funcionando, segundo reflete o próprio Uber em seu Twitter oficial.

A procuradoria da capital argentina explicou hoje em comunicado que a causa aberta contra a empresa já conta com mais de 20 acusados e começou por infringir uma norma que proíbe a utilização do espaço público com fins lucrativos.

Além disso, agora a empresa soma outros delitos como o não cumprimento da ordem de fechamento preventivo de suas operações imposta pela Justiça em 22 de abril e por exercer ilegalmente uma atividade ao ter excedido os limites de sua licença para dirigir, em relação aos motoristas associados.

As buscas realizadas hoje foram autorizadas pela juíza penal Claudia Amanda Alvaro e efetuadas pela Polícia Metropolitana junto ao Corpo de Investigações Judiciais da procuradoria.

Concretamente, as operações foram realizadas no escritório do Uber Argentina no centro da capital, assim como nos domicílios particulares de dois executivos que estiveram a cargo da companhia até junho e outros dois gerentes atuais.

Os demais procedimentos foram efetuados em casas particulares de motoristas associados.

Como resultado das buscas foram apreendidos documentos que ligam os mais de 20 acusados com as atividades ilegais da empresa e também foram confiscados celulares, computadores e outros dispositivos utilizados pela empresa.

A procuradoria ressaltou também que, além de exercer uma atividade lucrativa no espaço público sem a habilitação necessária, a empresa não exige registro profissional de seus associados nem seguro para os passageiros.

Além disso, ao entender que o funcionamento põe em risco a segurança dos passageiros, os procuradores solicitaram uma série de medidas que foram autorizadas pela titular do Juizado Penal.

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