Maduro diz que "radicalizará" revolução se EUA fizerem "guerra financeira

Caracas, 8 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta quinta-feira que se os Estados Unidos pretendem atingir seu governo com uma suposta "guerra financeira mundial", a chamada revolução bolivariana se "radicalizará", e pediu que os venezuelanos fiquem em "alerta".

Em ato com militantes chavistas no estado Aragua, o presidente venezualano disse que a economia do país foi afetada pela queda mundial nos preços do petróleo "e a isto se soma a guerra e a perseguição financeira do governo dos EUA contra a Venezuela todos estes anos".

"Se eles (EUA) pretendem nos machucar com a guerra financeira mundial, a revolução vai se radicalizar e avançar pelos caminhos radicais do socialismo bolivariano", comentou.

O presidente advertiu que a revolução "não vai retroceder" e insistiu que a oposição de seu país quer dar um golpe de Estado.

"Alerta permanente ao povo, o golpe de Estado que eles estão tentando levantar nós já derrotamos, mas é preciso terminar de enterrar o golpe de Estado que tentaram implantar no dia 1º de setembro", disse em alusão à marcha convocada pela oposição.

Segundo o governo de Maduro, a oposição reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD) planejou um golpe para ser executado no dia da manifestação e por isso, supostamente, foram detidos vários dirigentes opositores, sobretudo militantes do partido Vontade Popular, liderado pelo político preso Leopoldo López.

"No dia 1º de setembro, esta gente (oposição) ameaçou assaltar Caracas, derrubar o governo, tomar o poder", disse Maduro, que afirmou que a MUD não tem direito "encher o povo de angústia".

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